Protestos em todo o país rejeitam PEC da Blindagem e anistia a golpistas

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Protestos em todo o país rejeitam PEC da Blindagem e anistia a golpistas


Manifestações reuniram milhares em 33 cidades, com artistas e políticos criticando propostas vistas como ameaça à democracia e ao combate à impunidade



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*Com agências

Milhares de pessoas ocuparam ruas e praças de 33 cidades brasileiras, incluindo todas as capitais, neste domingo (21) em atos contra a anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 e contra a PEC da Blindagem, aprovada na Câmara dos Deputados e que segue para análise do Senado.

Os protestos, convocados pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, ligadas ao PT e ao PSOL, contaram com a presença de sindicatos, movimentos sociais, artistas e lideranças políticas. Em comum, os manifestantes defenderam que não haja perdão para os envolvidos na tentativa de golpe e rejeitaram a proposta de blindar parlamentares contra investigações criminais.

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Brasília

Na Esplanada dos Ministérios, a marcha percorreu 1,5 km até o Congresso Nacional. Cartazes traziam mensagens como “Congresso inimigo do povo” e “Sem anistia”. O ato terminou com show de Chico César.

A bancária Keyla Soares criticou a PEC: “É ofensiva, uma sem-vergonhice. Eles só trabalham em defesa deles mesmos. O Brasil tem que se unir contra isso”. A estudante Sara Santos reforçou: “Depois de tudo que a gente viveu com a ditadura militar, não podemos aceitar anistia contra quem atacou a democracia”.

Rio de Janeiro

Na Praia de Copacabana, artistas como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Djavan e Paulinho da Viola se apresentaram diante de milhares de pessoas.

“Não podemos deixar de responder aos horrores que vêm se insinuando à nossa volta”, disse Caetano. Gil lembrou momentos históricos de resistência: “Sempre buscamos autonomia, o bem maior do nosso povo”.

Entre os presentes, a aposentada Regina de Brito destacou: “Fui criada na ditadura. Esses caras acabaram de ser condenados e já querem anistia? Esse Congresso não pensa no povo em nenhuma instância”.

São Paulo

Na Avenida Paulista, o ato reuniu cerca de 42 mil pessoas, segundo monitoramento independente. O deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) discursou contra o que chamou de “anistia light”: “Não tem meio termo. Vamos sepultar a anistia. De um lado, quem defende golpistas; do outro, quem defende a democracia”.

A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) reforçou: “O Parlamento precisa representar a sociedade, não aliviar penas de golpistas. O Brasil é mais forte que eles”. Já Ivan Valente (PSOL-SP) classificou a PEC como “PEC da Bandidagem”, criticando o Centrão e o bolsonarismo.

Salvador e Belo Horizonte

Na capital baiana, Daniela Mercury cantou para o público no bairro da Barra. “Bandidagem não é com a gente”, afirmou. O ator Wagner Moura elogiou o julgamento que condenou Bolsonaro: “Nossa democracia botou para ‘lenhar’. É exemplo para o mundo inteiro”.

Em Belo Horizonte, a Praça Raul Soares foi palco de shows de artistas como Fernanda Takai e de palavras de ordem contra a anistia.

Recife e João Pessoa

Na capital pernambucana, o protesto teve início na Rua da Aurora, com a participação do bloco Eu Acho é Pouco e grupos de maracatu. Já em João Pessoa, manifestantes gritaram “Fora, Hugo Motta”, em referência ao presidente da Câmara e principal responsável por pautar a PEC e o projeto de anistia.

Avaliação da esquerda

Governistas avaliaram os atos como um freio à tramitação das propostas no Congresso. Para o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), a mobilização popular representa uma “virada”: “A PEC da Blindagem e o projeto de anistia perdem força”. O ex-ministro José Dirceu também criticou: “Eles bloqueiam pautas sociais e param o país para votar a PEC da impunidade. Mas o Brasil está mudando, a prova somos nós aqui”.

O presidente Luiz Inácio Lula (PT) afirmou que as manifestações demonstram que a população não é a favor da anistia para os envolvidos aos ataques de 8 de janeiro. “Estou do lado do povo brasileiro. As manifestações de hoje demonstram que a população não quer a impunidade, nem a anistia”, escreveu Lula, em seu perfil no Instagram.

“O Congresso Nacional deve se concentrar em medidas que tragam benefícios para o povo brasileiro”, acrescentou. Lula postou fotos e vídeos de manifestações em locais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Teresina etc.





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