Com o lema “Sem Anistia para Golpistas”, os atos foram organizados pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, lideranças políticas e artistas
Mirella Araújo
Publicado em 14/12/2025 às 19:55
| Atualizado em 14/12/2025 às 20:14
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
Manifestantes foram às ruas em diversas cidades brasileiras, neste domingo (14), em protesto contra a aprovação do chamado PL da Dosimetria, projeto de lei que prevê a redução das penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os atos, realizados sob o lema “Sem Anistia para Golpistas”, foram organizados pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e contaram com a participação de movimentos sociais, parlamentares, lideranças políticas e artistas. A mobilização integrou uma jornada nacional de protestos em várias regiões do país.
Atos em Pernambuco
Em Pernambuco, as manifestações ocorreram no Recife, além de Caruaru, Petrolina e Salgueiro. Segundo os organizadores, os atos demonstraram que o estado rejeita qualquer tentativa de impunidade para crimes contra o Estado Democrático de Direito.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
Durante a manifestação na Rua da Aurora, no Centro do Recife, a vereadora Liana Cirne (PT) afirmou que o PL da Dosimetria representa uma ameaça à democracia. “Estamos nas ruas para dizer que não aceitamos o PL da dosimetria, que nada mais é do que uma anistia disfarçada para Bolsonaro e para os generais que tentaram dar um golpe no nosso país. Esse projeto caminha para a inconstitucionalidade e representa um grave ataque à democracia”, declarou.
A deputada estadual Rosa Amorim (PT) também fez duras críticas ao Congresso Nacional. “É muita gente na Rua da Aurora para dizer que este Congresso brasileiro é inimigo do povo. É muita gente hoje na rua para afirmar que a anistia de hoje é o golpe de amanhã”, disse.
Para o presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), deputado federal Carlos Veras, anistiar os envolvidos nos atos golpistas significa relativizar a gravidade da tentativa de ruptura institucional.
“O Brasil viveu uma tentativa de golpe. Defender anistia é legitimar a violência política. Quem atentou contra a democracia precisa ter uma dura resposta para que isso não se repita”, afirmou.
Veras destacou ainda a importância da mobilização popular contínua. “O povo na rua pode fazer com que sejam pautados assuntos de seu interesse, como o fim da jornada 6 por 1, sem redução salarial, e a defesa de direitos. Seguiremos mobilizados nas ruas e nas instituições para barrar retrocessos autoritários”, concluiu.




Atos em outras capitais
No Distrito Federal, manifestantes se reuniram em frente ao Museu da República e seguiram até o Congresso Nacional, onde entoaram palavras de ordem e exibiram cartazes com frases como “Sem anistia para golpistas”. Também houve críticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Em São Paulo, manifestantes ocuparam a Avenida Paulista, nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (Masp). O ato reuniu representantes de centrais sindicais, movimentos sociais e estudantis, além de partidos políticos contrários ao projeto. Os protestos foram marcados por gritos de “sem anistia” e cartazes com críticas ao Congresso Nacional.
No Rio de Janeiro, milhares de pessoas se concentraram na orla de Copacabana, próximo ao Posto 5. O protesto contou com a presença de movimentos sociais, sindicatos, estudantes, partidos políticos de esquerda e artistas. A manifestação foi batizada de “Ato Musical 2: o retorno”, com apresentações ao longo da tarde.
Além do PL da Dosimetria, os manifestantes protestaram contra a escala de trabalho 6 por 1, o marco temporal para demarcação de terras indígenas, o feminicídio e cobraram maior transparência nas investigações envolvendo recursos públicos. Cartazes com os dizeres “Congresso inimigo do povo” e “Sem anistia” marcaram o ato.
O que prevê o PL da Dosimetria
O PL da Dosimetria estabelece que os crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, resultem na aplicação apenas da pena mais grave, e não na soma das penas. O texto também reduz o tempo necessário para progressão do regime fechado para o semiaberto ou aberto.
A mudança pode beneficiar, entre outros, o ex-presidente Jair Bolsonaro e militares e ex-ministros envolvidos na tentativa de golpe, como Walter Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira.
Especialistas em direito apontam que o projeto reduz de forma significativa os percentuais de cumprimento de pena para progressão, inclusive em crimes comuns não violentos, alterando o modelo vigente desde 2019.
*Com informações da Agência Brasil
/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2609656618.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2609662897.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)





/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2608739105.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2609656618.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2609662897.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)
