Premiação homenageou cientistas com atuação na emergência climática e reconheceu profissionais que contribuem para as ciências no Brasil
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Com dedicação de mais de duas décadas na área das ciências agrárias, estudando o impacto do risco climático na produção de alimentos, o professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), agrônomo e doutor em agrometeorologia Thieres George Freire da Silva foi premiado pela Fundação Bunge por sua trajetória na pesquisa.
A premiação homenageou cientistas com atuação voltada à emergência climática e reconheceu profissionais que contribuem para o desenvolvimento das ciências no Brasil.
O estudo de Thieres tem como foco a gestão do risco climático, o gerenciamento dos recursos hídricos e a aplicação de tecnologias para o desenvolvimento de sistemas de alerta para o setor agropecuário.
Com cerca de mil produções científicas, as pesquisas de Thieres tiveram como inspiração a sua cidade natal, Petrolina, no Sertão de Pernambuco, e a profissão do pai e de um tio, ambos agricultores.
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“É um prêmio compartilhado devido à oportunidade que eu tive de entrar na universidade, em condições diferentes de quando eu cheguei, com poucos subsídios”, celebra.
Mudanças climáticas em pauta

Estudo vê chance de recuperação de meio milhão de hectares de caatinga – © Gabriel Carvalho/Setur-BA
A pesquisa do pernambucano busca identificar, analisar e debater formas de minimizar o impacto do clima na produção de alimentos, especialmente no semiárido brasileiro. Para o pesquisador, é importante “avaliar sistemas agroalimentares mais adequados para sustentar mudanças climáticas adversas”.
Ele explica que com chuvas intensas e menos frequentes tem sido difícil produzir alimentos em quantidade e qualidade suficientes.
“Tanto o excesso de água quanto a falta prejudicam a atividade agrícola. A ciência tem mostrado que o número de eventos de excesso de chuvas tem aumentado e promovido a morte da população, dos rebanhos e danificado vários cultivos agrícolas”, conta.
Seus estudos são voltados para avaliar manejos que devem ser adotados, como o uso mínimo de irrigação, o plantio direto, a orientação de cultivo e o uso de adubos naturais. Thieres também busca sistemas resilientes e inteligentes que possam superar as adversidades climáticas quando submetidos a condições adversas.
“Diante do cenário de mudanças climáticas, é muito importante que a gente tenha a preocupação de desenvolver pesquisas e tecnologias voltadas à conservação de água e do solo”, pontua.
Para o semiárido, o pesquisador destaca que é necessário avaliar o nível de degradação de cada paisagem para recomendar um sistema agroalimentar resiliente ao clima. Uma vez implantados, indica que esses sistemas devem ser monitorados
“Ainda tem muito a evoluir”
Apesar de programas do Governo Federal como o Garantia-Safra, o custeio e o financiamento rural, o pesquisador avalia que há um longo caminho a ser percorrido. Para Thieres, agora é necessário disseminar as tecnologias e ferramentas existentes para o produtor rural.
“A gente precisa sistematizar essas ferramentas. Essa informação não é de forma generalizada e falta política pública para incentivar o produtor. Na prática, ainda tem muito a evoluir”, afirma.
Atualmente, o pesquisador faz parte da equipe do Ministério da Agricultura e Pecuária, atuando com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para definir calendários agrícolas no País e com a coordenação de ações para a cultura da palma.
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