Confirmação do governo Lula de oferta do Metrô do Recife à iniciativa privada pode ser o marco de superação de um problema que se arrasta há décadas
Publicado em 08/10/2024 às 0:00
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Entra e sai governo, no Planalto e no Campo das Princesas, e o drama do sucateamento do Metrô do Recife continua atormentando a vida de milhares de pernambucanos, há muitos anos. O déficit financeiro é conhecido: o orçamento destinado ao equipamento não é suficiente, sequer, para manutenções programadas, e a receita das passagens também não se traduz em viabilidade para a operação. Um meio de transporte que poderia ter sido um avanço para a mobilidade de quem se desloca por quatro municípios na Região Metropolitana do Recife, a exemplo de outras cidades no Brasil e no mundo que adotaram com sucesso o transporte metroviário como um dos eixos de desenvolvimento. Porém, em Pernambuco não passa de sucata desprezada tanto pelo governo federal, que não assume sua responsabilidade, quanto pelo governo do Estado, que não quer arcar com o ônus de um equipamento no vermelho, que demanda investimentos de porte para voltar a servir à população com o mínimo de qualidade.
Dando enfim sinais de atenção ao maior problema do transporte em Pernambuco, o governo Lula, através da Casa Civil, divulgou a intenção de melhorar a estrutura do Metrô do Recife, para, em seguida, promover sua concessão à iniciativa privada por um período de 30 anos. Certamente o modelo da concessão ainda será detalhado, mas o importante é a disposição clara de não atrasar o que já deveria ter sido feito. A conta do atraso é paga pelo povo pernambucano, e também pelo setor público, que corre atrás de financiar manutenções parciais de um sistema em crise, além de arcar com os custos das consequências da falta de um serviço decente sobre trilhos – como a epidemia de sinistros causados por motos, no vácuo do transporte coletivo eficiente.
Antes mesmo de privatizar, o governo federal está prometendo reformar as estações, comprar novos trens, atualizar a tecnologia e proporcionar o conforto e a segurança que os usuários faz tempo que solicitam. Estudos para a concessão já foram realizados, entre 2019 e 2022, mas o governo estadual, na gestão de Paulo Câmara, apesar de dar sinal verde, interrompeu o processo, que já acumula atrasos em cima de atrasos. Pior para os cidadãos, como sempre.
Se existe aparente sintonia entre Brasília e a atual gestão em Pernambuco pela privatização do Metrô, os bilhões de reais necessários para resgatar o equipamento e vislumbrar sua modernização e ampliação para outras linhas e outras cidades da Região Metropolitana, precisam passar pela decisão firme dos gestores. As pressões dos metroviários e suas vertentes políticas não podem continuar impedindo uma ação essencial para a população pernambucana. Ou os governantes assumem a decisão pela responsabilidade que detêm junto à coletividade, ou o sucateamento vai continuar, ano após ano, de quebra em quebra, até o último trem parar de vez.

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