Empresário Waldemiro Teixeira quer que deputada prove ligação entre ele e agência A3, alvo da CPI protocolada na Alepe na última segunda-feira
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O empresário Waldemiro Ferreira Teixeira, primo da governadora Raquel Lyra (PSD), acionou a Justiça contra a deputada estadual Dani Portela (PSOL) após a parlamentar publicar um vídeo em que o associa a uma suposta contratação irregular de uma agência de publicidade pelo governo de Pernambuco.
A acusação é a mesma que motivou a aprovação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) na última segunda-feira (4), por autoria da própria Dani Portela.
O vídeo em que a deputada faz a acusação contra Waldemiro foi publicado no perfil dela em uma rede social no dia 30 de julho. A interpelação judicial, por sua vez, foi apresentada pelo empresário no dia 31 de julho, portanto, antes da abertura da CPI.
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Na publicação, Dani Portela disse que Waldemiro, conhecido como Dódi, estaria envolvido no contrato bilionário. “Os relatos apontam que o primo da governadora teria vínculo com uma agência de publicidade de São Paulo, a E3, que venceu uma licitação bilionária com o governo de Pernambuco, licitação essa que está sendo alvo de apuração por parte do Tribunal de Contas do Estado”, afirma a deputada na gravação, compartilhada em uma rede social.
“Os documentos mostram que as quatro salas que a agência A3 se instalará em Recife pertencem a ele [Dódi] e sua família. Além das salas alugadas, uma mesma pessoa que trabalhou por 16 anos nas empresas de Dódi foi contratada para uma nova empresa, adivinha qual? A E3, a mesma que funciona nas salas alugadas do primo de Raquel Lyra”, acrescenta Dani Portela.
No pedido judicial, Waldemiro Teixeira solicita que Dani Portela prove que ele é sócio oculto da agência E3 ou de outra empresa ligada ao poder públido, ou que ele tenha participado de algum crime contra Pernambuco ou outro estado da federação.
Além disso, o empresário também pede que a deputada responda se ele possui condenação criminal transitada em julgado ou se já respondeu a alguma ação penal na Justiça brasileira.
Dódi afirma que, caso Dani Portela não responda aos questionamentos de maneira satisfatória, apresentará queixa-crime contra a deputada por calúnia e difamação. “As afirmações proferidas extrapolam o exercício legítimo da liberdade de expressão e da atividade parlamentar e, além de configurar dano moral, adentram na seara penal”, diz a peça.
O caso está em fase de análise de admissibilidade, sob relatoria da desembargadora Andréa Epaminondas.

A governadora Raquel Lyra e o primo, o empresário Valdemiro Teixeira, o “Dódi” – Reprodução/Instagram Dani Portela
Dani Portela diz que CPI investigará caso com lisura
Procurada pelo Jornal do Commercio, Dani Portela afirmou que recebeu “com tranquilidade” a notícia da interpelação judicial, e que, pelo fato de o pedido ainda estar em fase inicial, não foi notificada até o momento.
“Enquanto parlamentar, no exercício dos meus deveres, conforme preconiza o artigo 29 da Constituição Estadual, não inferi qualquer juízo de valor contra a honra de Waldemiro Teixeira. O nosso pedido é para investigação das denúncias recebidas, dentro do que cabe à Assembleia Legislativa”, afirmou a parlamentar, por meio de nota.
“Um contrato que pode custar mais de 1 bilhão de reais ao nosso estado precisa ser tratado com seriedade, para que os indícios de corrupção denunciados sejam investigados com lisura e atenção, respeitando os princípios da administração pública”, completou.
CPI da publicidade
A “CPI da Publicidade” foi protocolada na Alepe na última segunda-feira — primeiro dia de trabalhos legislativos do segundo semestre. O objetivo é investigar a licitação do contrato de publicidade do Governo, que foi motivo de uma cautelar no Tribunal de Contas, derrubada através de liminar julgada pelo Tribunal de Justiça.
A CPI tem a assinatura de 18 deputados, incluindo o presidente da Casa, Álvaro Porto (PSDB).
Os argumentos da oposição concentram-se em dois eixos: a complexidade e o valor do contrato de publicidade, avaliado em R$ 1,2 bilhão e com período de duração de 10 anos, e a suposta relação entre a empresa vencedora e o primo de Raquel Lyra, o que poderia configurar conflito de interesse.
Em nota, a Secretaria de Comunicação do Estado afirmou que todo o processo licitatório foi conduzido “de acordo com a legislação vigente, respeitando os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade e transparência”.
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