A lição central é que quando a paciência acaba e o povo vai às ruas, a política recua e até velhos aliados se tornam descartáveis.
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A derrota da chamada PEC da Blindagem no Senado, que parecia improvável semanas atrás, mostra a força que a sociedade ainda pode exercer sobre um Congresso acostumado a testar a letargia da população legislando em causa própria.
O movimento de recuo dos senadores é, antes de tudo, resultado direto da pressão popular. Não foi estratégia dos partidos, não foi cálculo eleitoral sofisticado, foi simplesmente a presença do povo nas ruas que desarmou um acordo cuidadosamente construído entre Câmara e Senado.
Voz das ruas
A aprovação inicial na Câmara tinha sido celebrada como uma vitória segura, por mais de 300 votos. O roteiro era simples. Hugo Mota articulava com os senadores, garantia o apoio e a emenda seria confirmada sem sobressaltos.
A confiança na ignorância da população era tão grande ao ponto de Motta ter feito uma manobra para garantir o retorno do voto secreto, que alguns parlamentares tinham achado exagerado e decidido derrubar.
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Mas o que parecia controlado se transformou em desastre político quando milhares de cidadãos ocuparam as ruas para protestar em todo o Brasil.Eram pessoas incomodadas com a tentativa explícita de autoproteção de um Congresso que insiste em medir até onde a sociedade tolera abusos.
Recuo inevitável
A pressão foi tanta que os senadores trataram de se afastar do problema. De repente, todos passaram a se comportar como se nunca tivessem dado aval ao acordo. O mesmo aconteceu com os deputados que votaram a favor da matéria na Câmara.
Quem votou correu para pedir desculpas, teve até liderança partidária dizendo que “sempre foi contra”, mesmo que “desde agora há pouco”.
A ordem era encerrar o assunto rapidamente e fingir que nada havia acontecido. O Senado tenta agora posar de guardião da moralidade, enquanto a Câmara carrega o desgaste de ter aprovado a medida.
O jogo virou em poucos dias, e o que parecia um triunfo da esperteza política se transformou em vexame.
Crise na Câmara
A Câmara dos Deputados se viu na posição mais desconfortável. Além de carregar a marca da insensibilidade, ainda precisa lidar com a perda de credibilidade. Para reagir, Hugo Mota corre atrás de uma agenda positiva.
De repente, projetos que estavam parados voltaram a ser prioridade. A promessa de isenção de imposto de renda para quem ganha até cinco mil reais reapareceu como resposta direta ao clamor popular. A redução de alíquotas para rendas maiores também entrou no pacote. No Senado já estão correndo para finalizar a regulamentação da Reforma Tributária, parada há meses.
Quando a pressão aumenta, até os políticos mais acomodados sentem necessidade de parecer preocupados com a vida real das pessoas. É uma mágica bonita de se ver.
Efeitos colaterais
A mudança não se limitou à pauta econômica. Até casos políticos travados por pressão partidária ganharam novo rumo. Eduardo Bolsonaro (PL), que parecia esquecido em sua morada nos Estados Unidos, recebendo salário sem registrar presença no trabalho, volta a ser alvo.
O que se diz agora é que a chance de cassação é cada dia maior. Quando o desgaste é grande demais, até sacrificar aliados se torna um gesto importante para virar a pauta.
Lições
O episódio deixa lições importantes. A primeira é que a sociedade tem mais força do que costuma acreditar. A presença nas ruas, feita com objetivos coletivos e não para beneficiar nomes específicos, seja Lula ou Bolsonaro), obrigou os parlamentares a recuar.
A segunda lição é que o Congresso só reage quando sente que ultrapassou o limite da paciência popular. Talvez seja o caso de se encurtar a paciência do povo para fazer os deputados trabalharem.

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