Presidente interina da Venezuela muda o tom, convida Trump ao diálogo e fala em cooperação

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Presidente interina da Venezuela muda o tom, convida Trump ao diálogo e fala em cooperação


Após ameaças dos EUA e a captura de Nicolás Maduro, Delcy Rodríguez divulga mensagem conciliatória e defende relações baseadas no respeito mútuo



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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, convidou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a “colaborar” e afirmou buscar “relações respeitosas” entre os dois países.

A mensagem, de tom conciliador, foi divulgada na noite deste último domingo (4) e marcou uma mudança significativa no discurso adotado até então pelo governo venezuelano.

Em carta aberta direcionada a Trump, Delcy defendeu a construção de uma agenda conjunta.

“Convidamos o governo dos EUA a colaborar conosco em uma agenda de cooperação orientada para o desenvolvimento compartilhado, no âmbito do direito internacional, para fortalecer uma convivência comunitária duradoura”, escreveu.

A declaração veio poucas horas depois de Trump afirmar que Delcy poderia ter “um destino pior” do que o de Nicolás Maduro caso não colaborasse com os Estados Unidos.

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O ex-presidente venezuelano foi capturado na madrugada de sábado (3) por forças americanas e levado para Nova York, onde responderá a uma série de acusações criminais.

Maduro é levado aos EUA e enfrenta acusações graves

Dois dias após a operação que resultou na sua captura, Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, devem comparecer nesta segunda-feira (5) à primeira audiência em um tribunal federal dos Estados Unidos. A sessão está marcada para o meio-dia (horário local) no Tribunal Distrital Federal de Manhattan.

Na audiência, o juiz notificará o casal sobre as acusações, informará seus direitos e perguntará como se declaram – culpados ou inocentes. O caso será conduzido pelo juiz Alvin K. Hellerstein, magistrado veterano nomeado pelo ex-presidente Bill Clinton.

A expectativa é que seja decretada a prisão preventiva até o julgamento, previsto apenas para daqui a mais de um ano. Maduro, Cilia Flores e outros quatro acusados respondem por crimes de tráfico internacional de cocaína e narcoterrorismo, segundo o Departamento de Justiça dos EUA.

Entre os denunciados está um dos filhos de Maduro, cujo paradeiro permanece desconhecido. As acusações são resultado de investigações conduzidas pela Administração de Combate às Drogas (DEA).

Detenção no Brooklyn e histórico da prisão

Até o julgamento, Maduro ficará detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn (MDC, na sigla em inglês). A unidade é conhecida por abrigar presos de grande repercussão e também pelas más condições de funcionamento.

Entre os detentos que já passaram pelo local estão o rapper Sean “P. Diddy” Combs, acusado de tráfico sexual; Ghislaine Maxwell, condenada por participação em um esquema de exploração sexual; e o ex-presidente da CBF José Maria Marin, preso por corrupção.

Relatórios oficiais e investigações jornalísticas apontam que o MDC enfrenta problemas crônicos, como superlotação, falhas estruturais e episódios de violência.

Em 2019, um apagão deixou presos por dias em celas sem aquecimento durante o inverno. Em 2024, juízes chegaram a suspender o envio de novos detentos à unidade, classificando-a como “inferno na terra”.

Operação Resolução Absoluta

A captura de Maduro ocorreu durante a chamada Operação Resolução Absoluta. Ele foi localizado por forças americanas no Forte Tiuna, uma das principais bases militares de Caracas, por volta das 2h da madrugada.

Após a prisão, Maduro foi levado a um porta-aviões dos EUA no Caribe, passou pela base naval de Guantánamo e seguiu para Nova York em um avião governamental.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o ex-presidente cumprimentando agentes ao chegar à sede da DEA. Em seguida, ele e a esposa foram transferidos para o centro de detenção no Brooklyn.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo, com agências internacionais.





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