‘Preocupação é garantir a próxima edição em Olinda’, afirma diretora do MIMO Festival, que começa nesta sexta (12)

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
‘Preocupação é garantir a próxima edição em Olinda’, afirma diretora do MIMO Festival, que começa nesta sexta (12)


Após sete anos, evento retorna à cidade onde nasceu para a sua 16ª edição: ‘Nunca achei que a gente não voltaria’, diz a idealizadora Lu Araújo



Clique aqui e escute a matéria

Após sete anos, o MIMO Festival retorna a Olinda, cidade onde nasceu, para a sua 16ª edição. O evento acontece de sexta-feira (12) a domingo (14), com programação totalmente gratuita.

Ao todo, serão 40 atrações, incluindo shows, concertos, sets de DJs e exibição de filmes. Entre os destaques, está Edu Lobo, que se apresenta na Igreja da Sé em um concerto que celebra as influências pernambucanas presentes em sua obra.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}

A banda Cordel do Fogo Encantado marca sua volta aos palcos após três anos de hiato, em formação original. Também integram a programação nomes como Juliana Linhares e Hamilton de Holanda.

O encerramento ficará por conta do pianista pernambucano Amaro Freitas, vencedor do Prêmio MIMO em 2015.

“Nunca achei que a gente não voltaria”, diz diretora

A idealizadora e diretora artística do festival, Lu Araújo, explica que o retorno foi resultado de um processo de longo prazo. “Comecei a planejar esse retorno desde 2020, mas tivemos uma pandemia”, afirma, em entrevista ao JC.


ANDRÉ HENRIQUES/DIVULGAÇÃO

Lu Araújo, fundadora e CEO do Mimo Festival – ANDRÉ HENRIQUES/DIVULGAÇÃO

“Desde então, venho construindo, colocando em projetos de lei, articulando com parceiros, com patrocinadores. Eles percebiam que existia um clamor muito grande pela volta da MIMO. Mas eu nunca achei que a gente não voltaria. Eu tinha certeza que iríamos reconstruir de alguma forma.”

A produtora ressalta que, neste momento, sua maior preocupação é garantir a continuidade do festival em Olinda. “Vamos continuar aqui? Os parceiros, a Prefeitura, o Governo do Estado e Pernambuco em si têm noção do que é o MIMO? Como vamos construir essa continuidade?”, questiona.

“Acredito que o festival possa ajudar Olinda nesse momento, para resgatar a sua autoestima e possa abrigar cada vez mais a cultura local, associando isso à música internacional. Vivemos um deserto cultural, não apenas em Olinda.”

Acesso gratuito

Sobre a gratuidade, um dos pilares do festival, Lu Araújo lembra que o modelo foi questionado em edições realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro e até na Europa.

MICAEL HOCHERMAN/DIVULGAÇÃO

Amaro Freitas lança ‘Y’Y’, quarto álbum da carreira – MICAEL HOCHERMAN/DIVULGAÇÃO

Clarice Lissovsky e Elisa Mendes/Divulgação

Juliana Linhares – Clarice Lissovsky e Elisa Mendes/Divulgação

DIVULGAÇÃO

Edu Lobo – DIVULGAÇÃO

“Esse é o conceito e não mexemos nisso. Porque se você perde isso, vai de tudo um pouco no meio. A música que a gente exige, precisa ter um fácil acesso para que as pessoas conheçam. Ao mesmo tempo, muita gente acha que os artistas que contratamos são mais baratos, mas isso é um mero engano. São artistas que têm um alto padrão de exigências técnicas e de conforto para tudo.”

Ela destaca ainda a importância da participação de Edu Lobo. “Fiz a proposição esperando um não. Mas ele nunca tocou numa igreja e achou incrível. Além de tudo, sua obra tem muitas referências aqui. Queremos falar para o mundo a partir de Olinda, do Nordeste, das nossas tradições.”

Parceria internacional

A programação também contará com artistas da cena musical francesa, em parceria com o prestigiado festival Jazz in Marciac, um dos maiores da Europa. A iniciativa integra a Temporada França-Brasil 2025.

Entre os nomes confirmados, está o trio Delgrès, que aposta em um “blues crioulo” — o guitarrista Pascal Danaë é filho de pais oriundos de Guadalupe — misturado com elementos do rock.

Outra atração é Votia, cantora da Ilha da Reunião, filha do lendário Gramoun Lélé, referência do maloya, gênero musical nascido entre descendentes de africanos escravizados, reconhecido pela UNESCO como patrimônio cultural e símbolo de resistência.

Confira a programação musical do MIMO Olinda 2025:

Sexta-feira (12/09)

Praça de São Pedro
18h – DJ Set Makeda x Nadejda (Brasil)

Seminário de Olinda
19h – Lionel Suarez (França)

Igreja da Sé
20h – Edu Lobo (Brasil)

Praça do Carmo
20h30 – DJ Set Pedro D-Lita Selecta (Brasil)
21h30 – Anne Paceo (França)
23h – Votia (Ilha da Reunião)
00h30 – Cordel do Fogo Encantado (Brasil)

Sábado (13/09)

Praça de São Pedro
18h – DJ Set Tor4 & 440 (Brasil)

Igreja da Sé
20h – Samy Thiébault (França)

Praça do Carmo
20h30 – DJ Set Pedro D-Lita Selecta (Brasil)
21h – Delgrès (França)
23h – Juliana Linhares (Brasil)
00h30 – Roberto Fonseca (Cuba)

Domingo (14/09)

Praça de São Pedro
16h – DJ Set Boneka (Brasil)

Igreja da Sé
18h – Ibéria – Manuel de Oliveira, Carles Benavent & João Frade (Portugal/Espanha)

Praça do Carmo
18h30 – DJ Set Pedro D-Lita Selecta (Brasil)
19h – Baptiste Herbin & Nicolas Gardel Quarteto (França)
20h30 – Hamilton de Holanda Trio (Brasil)
22h – Amaro Freitas Septeto (Brasil)





Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *