Desenvolvimento Regional
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Uma das maiores pensadoras sobre o Nordeste,Tania Bacelar pariticipou do Seminário Carta Nordeste, promovido pela FGV IBRE nesta quinta-feira (29)
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A economista Tania Bacelar tem reiterado, com convicção, a necessidade de revisitar a imagem do Nordeste. Estagiária de Economia na “Sudene de Celso Furtado”, nos anos 1960, a professora não se prende ao passado e defende uma visão disruptiva da região. Ela participou, nesta quinta-feira (29), do Seminário “Carta Nordeste: Reflexões para uma nova política de desenvolvimento da região”, promovido pelo Centro de Estudos para o Desenvolvimento do Nordeste, do FGV IBRE.
O Recife sedia a primeira de três etapas do evento, que passará ainda por Salvador e Fortaleza. As discussões servirão para a construção de um documento propositivo — a Carta Nordeste — que será entregue às autoridades como contribuição para uma nova agenda regional.
Em um painel ao lado de Jorge Jatobá, Tania falou sobre “O papel das infraestruturas para o desenvolvimento regional”. “O Nordeste mudou muito. A leitura das décadas passadas sobre a região precisa ser revisitada, com um olhar para o presente”, defende. A economista destaca, ainda, o avanço das energias renováveis no país e seu crescimento na matriz energética.
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Era da disrupção
“Precisamos pensar em um novo Nordeste olhando para o mundo, porque estamos numa era de disrupção. O termo nem é das ciências humanas, é da geologia, mas usamos, de tão avançado que é o momento”.
A economista afirma que pode não ter havido uma mudança estruturalmente significativa a longo prazo, mas que há uma melhora recente, que não pode ser desconsiderada, além de uma tendência de acompanhar a dinâmica nacional.
“A presença do ensino superior em cidades médias é um exemplo. Essas universidades estão formando capital humano e, hoje, existem jovens qualificados nesses municípios. Além disso, estruturas produtivas também surgem no entorno”, destaca.
Tania também acredita que o Nordeste poderá ter protagonismo nas discussões sobre a crise ambiental, lembrando que Pernambuco saiu na frente com uma proposta de desenvolvimento de economia regenerativa. “Pensar em infraestrutura sem conectividade não dá. Temos que participar desse debate, que não é paulista, é brasileiro”, alerta.
Porto, saneamento e água
O economista Jorge Jatobá ressaltou a necessidade de melhorar a infraestrutura física e humana do Nordeste. “Temos portos importantes, como Suape, Pecém, Itaqui e Salvador, mas ainda é necessário avançar na cabotagem. Quando o terminal de contêineres da Maersk estiver pronto, vai melhorar”, acredita. Outra preocupação é com o atraso na ferrovia Transnordestina, do lado de Pernambuco.
Na infraestrutura humana, a região enfrenta desafios importantes, como o saneamento, o déficit hídrico e a conectividade digital.
Antes da discussão sobre infraestrutura, o tema do seminário foi a pobreza na Região Nordeste. O coordenador dos estudos, Flávio Ataliba, e o pesquisador e presidente da Datamétrica, Alexandre Rands, apresentaram dados sobre renda, pobreza, desigualdade e capital humano, mostrando pequenos avanços e recuos.
Ataliba lembrou que a participação do Nordeste no PIB não avança como o esperado nem é proporcional à importância da região no país. “Temos 27% da população, mas só representamos 14% do PIB”, compara.

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