Acordos costurados, acenos não correspondidos. Política passa por dias de plenários — na Câmara e no Senado — esvaziados. Brasil aguarda os conchavos
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MINIMIZANDO O IMPACTO
Ainda que as chapas estejam em processo de formação, no PP de Pernambuco a meta é eleger “pelo menos” cinco deputados federais e dez estaduais. Eduardo da Fonte no Senado não é carta fora do baralho. Mas que a mágoa ficou, ficou!
DISTÂNCIA REGULAMENTAR
Ao fechar sua chapa mais à esquerda, com a prima Marília Arraes e o senador petista, Humberto Costa, o prefeito do Recife (PE), João Campos (PSB), cai nos braços do presidente Lula da Silva, como bem o PT queria, mas fecha portas, janelas e basculantes para qualquer diálogo com o bolsonarismo, que continua órfão em Pernambuco.
“MAS, GENTE…”
A senadora Augusta Brito (PT-CE) não gostou de ver algumas das despesas do seu escritório eleitoral em Fortaleza expostas no PlatôBR. O site de política revelou que o dinheiro do pagador de impostos custeou quatro pacotes de papel higiênico. R$ 30 foi a despesa.
‘FECHA A BOCA, CAIADO!’
A frase, dita por uma freira quando o governador estudava no jardim de infância, deixou Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) traumatizado. No coral infantil, Caiado disse que chegou a sofrer “bullying infantil por cantar mal”. Na última terça-feira (17), quase foi expulso do palco quando tentou entoar o verso “Ando devagar porque já tive pressa…”, de Almir Sater / Renato Teixeira.
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APERTEM OS CINTOS
A senadora Teresa Leitão (PT-PE) reconheceu que valeu a pena adiar o seu voo de Brasília para Recife, nesta quarta-feira para acompanhar um debate no plenário. “Botei meu voo para 21h15; estava marcado para 18h50”, estavam sendo discutidas medidas protetivas em favor de mulheres que sofrem violência. O projeto prevê o uso de “tornozeleira eletrônica sem a necessidade de vínculo com outras medidas contra agressores, em casos de violência doméstica”.
ROSTINHO JOVIAL
A pretexto de elogiar a “jovialidade” do colega Efraim Filho (União Brasil-PB), que estava de idade nova, nesta quarta-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), prometeu passar no gabinete do colega “para dar um abraço” e complementou: “Vossa Excelência chega aos 47 anos muito inteiro e novo, com aparência de 46!”.
SEGURANÇA MÁXIMA
Já está nas mãos do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, requerimento da Comissão de Segurança Pública da Câmara um ofício pedindo “medidas extraordinárias de segurança” para o banqueiro Daniel Vorcaro. “As informações que ele detém são importantes, e sua segurança é função do Estado.”
NEM PENSAR!
A deputada Heloisa Helena (Rede Sustentabilidade-RJ) saiu em defesa da candidatura da colega deputada Benedita da Silva (PT), como “importante quadro do campo democrático” para disputar uma das duas vagas no Senado Federal. A petista vinha reclamando de um certo “corpo mole” de aliados políticos fluminenses. “Esse assunto não está em discussão. E, havendo esse debate, eu votarei contra deixar Benedita da Silva falando sozinha”, disse Heloisa à coluna.
PENSE NISSO!
Uma das principais bandeiras do governo Lula da Silva (PT), o programa “Pé-de-Meia”, vira e mexe, é reprovado no teste de idoneidade — feito um boleiro “gato”, que diminui a idade para jogar nas equipes de base.
Há quem brade, aos quatro ventos, de uma das centenas de janelas de vidro do Ministério da Educação, que “tudo não passa” de “acidente de percurso” e que, “em um universo de 4 milhões de beneficiados”, 0,5% de irregulares “está na margem de erro”.
Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que mais de 15 mil benefícios vêm sendo pagos irregularmente, seja para pessoas que já morreram — que podem estar batendo um bolão lá “em outro plano” — seja para beneficiários com renda acima do limite estipulado pelo programa.
Enfim, com tanto sistema operacional, com tanta planilha de Excel, com a tecnologia a serviço do Estado para apurar irregularidades tributárias, 15.589 benefícios estavam sendo pagos a “espertinhos”, com a conivência do Ministério da Educação.
Não é que a iniciativa seja ruim — o programa tem seu lado bom — o problema é que, no afã de inflar números, o governo relaxa na fiscalização.
Pense nisso!



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