Portugal vai às urnas em eleição marcada por polarização e ascensão da extrema-direita

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Portugal vai às urnas em eleição marcada por polarização e ascensão da extrema-direita


Se nenhum candidato vencer neste domingo, Portugal voltará às urnas em fevereiro para um embate direto que definirá o rumo da democracia lusa

Por

JC


Publicado em 16/01/2026 às 20:01



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*Com agências

Os eleitores portugueses vão às urnas neste domingo, 18 de janeiro de 2026, para escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa em uma das eleições presidenciais mais imprevisíveis das últimas décadas. Com 14 candidatos no boletim de voto e um cenário de fragmentação política, as sondagens indicam que, pela primeira vez em anos, a decisão poderá ser empurrada para uma inédita segunda volta.

Historicamente, o Palácio de Belém e o governo têm sido alternados entre o Partido Socialista (PS) e o Partido Social Democrata (PSD). No entanto, o crescimento meteórico do Chega, partido liderado por André Ventura, alterou profundamente a balança de poder. Consolidado como a segunda força política no Parlamento após as legislativas de 2025, o Chega agora tenta projetar sua influência para a Presidência da República, capitalizando sobre o descontentamento social e temas como a segurança e a corrupção.

Candidatos e perspectivas

A corrida está tecnicamente empatada entre três nomes principais:

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António José Seguro (PS) – representando a centro-esquerda, tenta manter o legado de estabilidade, apelando ao voto útil para conter a extrema-direita.

João Cotrim de Figueiredo (IL) – o candidato liberal que tem crescido nas intenções de voto, atraindo o eleitorado jovem e urbano.

André Ventura (Chega) – o líder populista que busca romper com o “sistema” e que, segundo as pesquisas, tem altas probabilidades de chegar à segunda volta.

Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes são outros candidatos da área da centro-direita que lutam para recuperar o espaço tradicional do PSD, mas que enfrentam dificuldades diante da dispersão de votos à direita.

Voto brasileiro

A numerosa comunidade brasileira em Portugal, que já ultrapassa a marca de meio milhão de pessoas, emerge como um fiel da balança. Os brasileiros com direito a voto (aqueles com cidadania portuguesa ou ao abrigo do Estatuto de Igualdade de Direitos) têm colocado a flexibilização da imigração e a segurança jurídica para estrangeiros no topo de suas prioridades. Embora o Chega tenha um discurso rigoroso contra a imigração irregular, o partido tem tentado atrair brasileiros através de pautas conservadoras e religiosas, gerando um debate intenso dentro da comunidade.

Com cerca de 35% de eleitores indecisos na véspera do pleito, analistas apontam que a fragmentação do voto torna quase impossível que qualquer candidato atinja a maioria absoluta (50% mais um) já neste domingo.

“Estamos perante uma partidarização inédita da Presidência”, afirmou o candidato independente Henrique Gouveia e Melo, refletindo o clima de tensão entre as instituições e os partidos.

Se nenhum candidato vencer neste domingo, Portugal voltará às urnas em fevereiro para um embate direto que definirá o rumo da democracia lusa pelos próximos cinco anos.

 

 





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