Polícia indicia vereador Eduardo Moura por injúria e difamação após gesto de ‘chifres’ em Chico Kiko na Câmara

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Polícia indicia vereador Eduardo Moura por injúria e difamação após gesto de ‘chifres’ em Chico Kiko na Câmara


Parlamentar fez o gesto durante sessão da Câmara do Recife em fevereiro; inquérito aponta que esposa de Chico Kiko também foi atingida pelo movimento

Por

Rodrigo Fernandes


Publicado em 17/03/2026 às 11:31
| Atualizado em 17/03/2026 às 12:01



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A Polícia Civil de Pernambuco indiciou o vereador Eduardo Moura (Novo) pelos crimes de injúria qualificada e difamação após uma denúncia do também parlamentar Chico Kiko (PSB) por causa de um gesto realizado durante uma sessão da Câmara Municipal do Recife, em fevereiro.

Chico Kiko denuncia que Eduardo Moura agrediu sua honra ao fazer um sinal de chifres acima da cabeça do parlamentar durante a plenária. O momento foi registrado pelas câmeras da Câmara Municipal e transmitido ao vivo pela internet.

O inquérito foi assinado pelo delegado Mário de Oliveira Melo Júnior, da Delegacia de Boa Viagem. O documento, obtido pelo Jornal do Commercio, aponta que a esposa de Chico Kiko, a professora aposentada Maria José da Silva, também foi atingida pelo gesto.

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“Apesar de não citada diretamente, o gesto realizado acaba por imputar fato ofensivo a honra da querelante Maria José Da Silva, vez que se na cabeça do seu marido cabe “chifres”, é porque ela o traiu”, diz o documento.


Reprodução/YouTube Câmara do Recife

Vereador Eduardo Moura faz gesto com a mão sobre a cabeça de Chico Kiko em sessão plenária – Reprodução/YouTube Câmara do Recife

Em depoimento registrado no inquérito, Maria José relatou que a propagação do fato potencializou o dano à sua honra, atingindo sua reputação perante a sociedade recifense, seus círculos familiares, amigos, vizinhos e conhecidos, “o que lhe causou profundo abalo psicológico, constrangimento, vergonha e humilhação”.

Eduardo Moura foi indiciado por injúria qualificada por natureza aviltante e difamação, ambas agravadas por terem sido praticadas na presença de várias pessoas e amplamente divulgadas nas redes sociais.

Ao ser interrogado no inquérito, Eduardo Moura confirmou a autoria do gesto, mas negou qualquer intenção de ofender. O parlamentar sustentou que a ação foi uma brincadeira, sem dolo, e que nunca teve o intuito de ofender pessoalmente o vereador Chico Kiko.

Moura disse ter ficado sabendo que o colega se sentiu ofendido cerca de uma hora depois do episódio e que, assim que soube, enviou mensagem de WhatsApp pedindo desculpas e reafirmando que não foi sua intenção ofendê-lo.

Além da mensagem privada, o vereador afirmou que gravou um vídeo público pedindo desculpas e subiu à tribuna da Câmara para se retratar formalmente em plenário, reafirmando respeito pelas vítimas e lamentando o ocorrido.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e aos advogados das vítimas, que poderão ingressar com queixa-crime.

Eduardo Moura diz sofrer perseguição

Em nota enviada ao JC, o vereador Eduardo Moura afirma não ter recebido qualquer comunicado oficial da Polícia Civil de Pernambuco sobre o indiciamento. Segundo ele, tomou conhecimento da conclusão do inquérito por outros meios, sem ser notificado formalmente pela autoridade policial.

Moura ressalta ainda que a conclusão do inquérito contradiz o que teria sido comunicado anteriormente pelo próprio delegado, que, segundo o parlamentar, havia indicado que os fatos não justificariam a instauração de um procedimento investigativo naquela unidade.

O parlamentar apontou motivação política no caso. “Estou sendo vítima de perseguição orquestrada pelo prefeito João Campos, na tentativa de manchar minha imagem e descredibilizar as denúncias feitas contra a gestão”, disse Moura.

Eduardo Moura também afirmou que registrou Boletim de Ocorrência por ameaça de morte contra o vereador Chico Kiko após o episódio, além de comunicar o caso ao Ministério Público de Pernambuco, à Comissão de Ética da Casa

Líder do governo nega perseguição

O vereador Samuel Salazar (MDB), líder do governo do prefeito João Campos na Câmara Municipal do Recife, classificou a declaração de Eduardo Moura como uma tentativa de inverter os papéis no episódio.

Para Salazar, o caso não tem qualquer dimensão política. “O que existe é um fato objetivo: houve uma denúncia apresentada por um parlamentar que se sentiu ofendido em decorrência de uma atitude absurda e desnecessária cometida pelo vereador Eduardo Moura. […] O vereador Eduardo Moura está tentando se vitimizar, quando, na verdade, ele é o ofensor”, afirmou Salazar.

Paralelamente ao inquérito, o caso também está sendo apurado em um processo aberto Comissão de Ética da Câmara. A próxima reunião do colegiado ocorre nesta quarta-feira (18), quando a relatora, Nathália de Menudo (PSB), deve apresentar um parecer. O colegiado deve decidir se arquiva ou dá prosseguimento á denúncia.

“É preciso trazer clareza aos fatos para que não se confunda a atuação institucional da Comissão de Ética com qualquer narrativa de eventual perseguição”, completou o líder do governo.





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