O compositor americano Philip Glass cancelou o lançamento de um concerto de sua autoria no Kennedy Center, um dos mais importantes centro culturais dos Estados Unidos. Glass estrearia ali a “Sinfonia nº 15”, uma homenagem a Abraham Lincoln, em junho.
Mas desistiu. O compositor disse em carta enviada à instituição nesta terça-feira (27) que a obra está alinhada a Lincoln e a seus valores, e que eles vão contra os que hoje regem o Kennedy Center. Desde o ano passado, o espaço obedece ao presidente Donald Trump, que renomeou a instituição e pôs o seu nome na fachada do edifício.
A saída de Glass causa um buraco na programação de 50 anos do Kennedy Center, e reforça um momento delicado do centro cultural, que vem perdendo visitantes e enfrentando boicote de outros artistas da música clássica, segundo o jornal The New York Times.
A soprano Renée Fleming e Béla Fleck, um tocador de banjo, também desistiram de fazer performances no espaço.
Roma Daravi, que trabalha na área de relações públicas do Kennedy Center, disse ao jornal americano que artistas de esquerda estão pressionando outros a cancelarem suas apresentações, mas que o público só quer aproveitar as apresentações.
O maestro italiano Gianandrea Noseda, diretor da National Symphony Orchestra, que reside no centro, diz que nem Trump nem seus aliados tentaram interferir, por ora, na programação do Kennedy Center.
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