Ondas de xenofobia e intolerância atacam a essência da globalização, desprezam o papel dos migrantes no mundo e flertam com o totalitarismo
JC
Publicado em 15/07/2025 às 0:00
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O que é estrangeiro costuma despertar sentimentos ambíguos nas pessoas – do fascínio com a língua e os costumes diferentes à desconfiança que julga sem conhecer, e afasta sem conceder oportunidade a qualquer passo de aproximação. Quando estrangeiros aparecem como turistas, em geral são bem-vindos, exaltados e tratados benevolamente, incentivados a regressar para aproveitar mais da terra visitada. No entanto, ao serem vistos na forma de concorrentes, se escolhem um lugar distante de sua origem para viver, seja lá por quais motivos, e se tornam imigrantes, a visão de muita gente sobre o estrangeiro muda. Para determinados governos e parcela das populações, a migração equivale a uma declaração de guerra, apresentando inimigos que merecem ser tratados com desprezo, cinismo e ódio.
Sem perceberem sequer a contradição das agressões aos imigrantes com a história da formação do mundo contemporâneo, para o qual a globalização que vem de séculos é resultado do encontro e da convivência entre os povos, os adeptos de restrições e perseguições aos imigrantes incorrem em tremenda injustiça. Adotam a xenofobia e a intolerância como praxe, desvalorizando a essência global e contribuindo com a degeneração e o empobrecimento da cultura local – e também da economia, se desprovida da força de trabalho e do potencial criativo que vem de fora.
Ondas recentes de movimentos antimigratórios reforçam a necessidade de melhor compreensão dos fluxos migratórios para a humanidade, e de adoção de legislações condizentes com os direitos dos migrantes, dentro da observação dos direitos humanos universais. O primeiro entendimento a ser disseminado entre governantes, políticos e populações deve ser o de que o rebaixamento dos direitos de alguém, pelo fato de ser imigrante, constitui discriminação, e faz de quem discrimina um criminoso – e não quem busca construir o destino em outro lugar fora de sua origem.
Nos Estados Unidos, após o início do segundo mandato de Donald Trump, este ano, a perseguição aos imigrantes tem sido aberta e sistemática. Cidades formadas pela imigração, a exemplo de Los Angeles, sofrem com a mudança brutal – sim, brutal – do cotidiano. O comércio e os serviços sentem o impacto, e a vida em sociedade é atingida em cheio, com pessoas tendo que se esconder dos policiais e agentes que caçam imigrantes, para prender ou deportar. Um terço dos moradores de Los Angeles é de origem estrangeira. Lá, o que é diferente sempre foi acolhido, se incorporando à diversidade local. Agora, a Patrulha de Fronteira promete ação inclemente, sob o respaldo da Casa Branca.
Na Espanha, grupos radicais de direita estão perseguindo imigrantes africanos, fazendo uso de convocação nas redes sociais para o uso de violência contra os estrangeiros. Na cidade em que os conflitos cresceram, Torre Pacheco, a proporção de migrantes é de um terço da população, assim como Los Angeles. Nos dois casos, a insegurança dos imigrantes se amplia para toda a população, num ambiente de medo que precisa ser atenuado pelo poder público. Se ao invés disso, os governos incentivam a violência, tem-se um cenário propício ao totalitarismo, desejado pelos radicais que combatem a democracia.
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