Com o Novo Ensino Médio, as escolas de Pernambuco vão oferecer a partir de 2025 um quinto itinerário formativo voltado para o ensino técnico
Publicado em 21/11/2024 às 21:17
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A expansão do ensino técnico, o fortalecimento do regime de colaboração entre o Estado e os municípios, e a reorganização do currículo do ensino médio, com base nas novas diretrizes homologadas pelo Ministério da Educação (MEC), estão entre as principais ações previstas para o Governo de Pernambuco nos próximos dois anos, segundo o secretário estadual de Educação e Esportes, Alexandre Schneider.
Tudo isso ocorre em meio às recorrentes cobranças por um aumento no quadro de professores, assistentes e analistas em todas as especialidades na rede pública estadual, além da necessidade urgente de investimentos na infraestrutura precária das escolas e da garantia do fornecimento de merenda de qualidade, entre outros desafios enfrentados pelos estudantes.
Com relação às escolas de ensino técnico, Pernambuco possui atualmente 58 unidades espalhadas pelo estado. No entanto, segundo o secretário de Educação, até o fim de 2026, serão inauguradas mais 15 novas escolas nesse modelo de ensino, além da transformação de outras unidades em escolas técnicas, de acordo com a demanda das próprias comunidades.
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A ideia, segundo Schneider, que participou do Debate da Super Manhã da Rádio Jornal, nesta quinta-feira (21), é alinhar a formação com as vocações regionais, que foram identificadas por meio de uma pesquisa realizada em parceria com o instituto Itaú Educação e Trabalho, para que essa formação possa virar emprego para os estudantes.
Outro ponto considerado pela gestão estadual como um avanço significativo na qualificação técnica e profissional, é a inclusão de um quinto itinerário no currículo das escolas regulares já a partir de 2025. “Isso permitirá que os estudantes escolham uma trilha técnica, com a possibilidade de obter uma certificação ao final do curso. A ideia é que esse modelo prepare os jovens para o mercado de trabalho, caso desejem seguir diretamente para a atuação profissional”, disse o secretário.
“Como foi destacado, reduzir a jornada de trabalho sem aumentar a produtividade pode tornar o trabalho mais caro, o que pode resultar em problemas futuros, como o aumento do desemprego ou dificuldades para o crescimento das empresas. O itinerário técnico não impede que o estudante siga para a universidade, caso assim deseje, mas ele também pode aprender programação e permanecer em sua cidade, contribuindo para empresas locais ou internacionais”, completou.
Recursos assegurados
De acordo com o secretário de Educação, Alexandre Schneider, os recursos destinados às obras de expansão das escolas técnicas estão dentro dos R$ 5 bilhões do programa “Juntos pela Educação”, enquanto o recurso voltado para as pessoas — ou seja, para a formação e capacitação — dependerá de novas parcerias com o Sistema S ou com outras organizações, especialmente para o quinto itinerário.
“Esse recurso está contemplado dentro dos 25% destinados à educação. Com essa estratégia, a expansão da educação técnica está garantida, e o financiamento das obras também está assegurado, com parte dos recursos provenientes dos juros do precatório do Fundef. Vale ressaltar que, enquanto alguns governos optaram por usar esses juros para outras finalidades, a governadora de Pernambuco determinou que cada centavo dos juros do Fundef seja investido exclusivamente na educação, garantindo o fortalecimento e a continuidade das políticas educacionais no estado”, disse o titular da pasta de Educação durante a entrevista.
Reforço na infraestrutura
Em Pernambuco, muitos estudantes que optam pelo ensino técnico acabam se deperando com uma infraestrutura precária e que impacta diretamente na qualidade dessa formação. Há vários relatos de estudantes que concluem os cursos sem ao menos terem tido aulas práticas em laboratórios de forma adequada.
Esses problemas foram reconhecidos pelo secretário Alexandre Schneider, que inclusive citou como exemplo uma escola técnica em que o laboratório de eletrotécnica não estava sendo utilizado por falta de carga elétrica e os alunos passaram três anos sem ter acesso a essa estrutura.
“Conseguimos resolver esse problema e, agora, os alunos podem utilizar o laboratório. No entanto, ainda temos escolas com equipamentos antigos, como na ETEPAM, e estamos trabalhando para renovar esses recursos. Em breve, será anunciado um pacote de investimentos para modernizar os laboratórios das escolas já existentes, embora algumas unidades já possuam infraestrutura de qualidade”, disse Schneider sem antecipar detalhes do anúncio.
Apesar da ampliação da oferta de vagas no ensino técnico ter um custo elevado, o secretário acredita que com a implementação de um quinto itinerário e com as escolas possuindo uma infraestrutura elevada, esses custos podem ser otimizados.
“O Brasil ainda investe mais no ensino superior do que no ensino básico, o que gera uma distorção. Precisamos fortalecer a base educacional para que os estudantes possam ter um desempenho melhor e avançar com mais qualidade ao longo de sua trajetória acadêmica e profissional”, pontuou.


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