Luiz Fernando é aluno do ensino médio e foi o primeiro nordestino a integrar a equipe brasileira no mundial, que neste ano conquistou quatro prêmios
Publicado em 15/10/2024 às 18:17
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Luiz Fernando Barbosa, 16 anos, é nascido e criado no bairro de Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes, e foi o primeiro representante nordestino do Brasil na FIRST Global Challenge 2024 (FGC), competição mundial de robótica realizada em Atenas, na Grécia.
Apesar de morar em Jaboatão, foi no bairro do Ibura, na Zona Sul do Recife, que ele deu seus primeiros passos na área da robótica, na unidade do Serviço Social da Indústria (Sesi).
Com apenas 13 anos, ainda no 6º ano do ensino fundamental, o estudante já se destacava nas aulas de robótica.
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Competição mundial

Imagem: equipe representante do Brasil no First Global Challenge (FGC). – Cortesia
O FIRST Global Challenge (FGC) é uma competição internacional de robótica de estilo olímpico que ocorre em um país diferente a cada ano.
A iniciativa convida cada nação a enviar uma equipe para construir e programar um robô para participar da competição. As equipes trabalham juntas para completar tarefas em um jogo temático que aborda desafios do planeta.
Neste ano, o evento reuniu mais de 190 países e teve como tema a produção sustentável de alimentos. Segundo a organização do evento, “o tema desafiou as equipes a aprender e abordar os obstáculos e as oportunidades para fornecer à população global alimentos equitativos, seguros, nutritivos e ambientalmente responsáveis.”
A equipe “Team Brazil”, que Luiz compôs junto a estudantes do Sul do País, foi destaque e conquistou quatro prêmios dentro da competição.
A equipe brasileira chegou ao pódio, garantindo o bronze em um dos prêmios mais importantes da competição, que avalia o desempenho e capacidade de resiliência do time. Os brasileiros ganharam outros três prêmios que avaliaram frentes como entusiasmo e presença nas redes sociais.
Orgulho para o Nordeste
Imagem: Luiz Fernando com os prêmios conquistados na competição. – Cortesia
Nos anos anteriores, a competição não havia aberto inscrições para o Brasil todo. Logo, apenas estudantes da região do Sul, Sudeste e Centro-Oeste puderam participar.
Assim, Luiz Fernando foi o primeiro nordestino a integrar a equipe brasileira, fazendo história na área da robótica na região.
Em entrevista ao JC, Luiz relatou que a rotina é puxada. “O maior desafio foi conciliar os estudos com a robótica. Eu passo as manhãs de segunda a sexta no SESI, tenho dois dias de treino no Senai. Também deixo um tempo reservado para a FGC (equipe do mundial), à noite; geralmente, eu tiro uma parte para o estudo, no final de semana, a gente vai fazendo tudo que não conseguiu fazer durante a semana, né?”, disse o estudante.
Daniele Amaral, técnica de robótica de Luiz Fernando e professora do Sesi Ibura destacou que ver o aluno no mundial foi emocionante e gratificante. “A sensação é de satisfação, de ver um adolescente crescendo em conhecimento, expertise, desempenho técnico e principalmente, maturidade”, afirmou.
O caminho foi longo

Imagem: Luiz Fernando em sua rotina de treinos de robótica. – Cortesia
A trajetória de Luiz na robótica começou na competição First Lego League (FLL), voltada para alunos do 6º ano do ensino fundamental até 15 anos.
Com apenas 13 anos, ele se destacou na equipe New Atom, atuando como programador e montador.
Buscando novos desafios, Luiz decidiu avançar para uma modalidade superior, a FLC (First Lego Challenge), que conta com o treinamento oferecido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e é composta por robôs de até 56 kg.
Nessa equipe, Luiz utilizou o software CAD (Computer-Aided Design), que permite criar desenhos e modelos em 2D e 3D, e é uma ferramenta amplamente utilizada em engenharia, arquitetura e design industrial.
E foi a habilidade com este programa que levou o pernambucano para o pódio mundial. Desde o início da temporada, Luiz participou ativamente dos preparativos, mesmo estando distante fisicamente da equipe.
O conhecimento técnico de Luiz permitiu que ele desenvolvesse os robôs projetados pela equipe. Após o desenho no CAD, as peças eram impressas em 3D e, em seguida, montadas pelos integrantes do grupo.
Próximos passos
A conquista ao lado da equipe brasileira foi só o início. O time ainda pode participar de outras edições do mundial. Luiz explica que cada membro participa da sua equipe de origem e da seleção. “Como acabou agora a temporada, a gente deu uma pausa de um mês e quando voltar, a gente quer terminar os nossos projetos e criar coisas para quando começar a próxima temporada, a gente já estar preparado”.
Quando o assunto é futuro, o estudante não deixa dúvidas: a área de programação é a que ele deseja seguir. O sonho é ingressar na Universidade de Pernambuco. Segundo ele, a intenção é continuar atuando na robótica, mas também conhecer novos setores.
Para Luiz, gratidão é a palavra. “Foi uma experiência muito enriquecedora e que sem sombra de dúvidas, eu não vou esquecer. Foi uma trajetória de quatro anos, desde que entrei na robótica no 8º ano do fundamental, passei por diversas modalidades e estou muito feliz por ter tido essa oportunidade e muito grato”, relatou em entrevista.
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