Em entrevista à Rádio Jornal, o advogado trabalhista Marcos Alencar alerta para impactos da proposta que extingue o modelo 6×1 e reduz horas semanais
JC
Publicado em 11/12/2025 às 18:58
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, o advogado e consultor trabalhista Marcos Alencar analisou os possíveis efeitos da proposta de emenda constitucional que prevê o fim da escala 6×1 e a redução gradual da jornada semanal de 44 para 36 horas.
A PEC, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e segue para o plenário.
A medida, que promete ampliar o tempo de descanso e aumentar a empregabilidade, ainda gera dúvidas entre especialistas e setores produtivos. Para Alencar, o texto provoca uma simplificação excessiva da realidade do mercado de trabalho brasileiro.
“O problema é querer calçar o mesmo número de sapato em todo mundo. O País é gigante, com categorias totalmente diferentes”, afirmou o advogado.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
O que a proposta prevê
A PEC propõe:
- Redução da jornada semanal de 44 para 40 horas inicialmente;
- Diminuição gradual para 36 horas ao longo de quatro anos;
- Fim da jornada 6×1, adotando preferencialmente o modelo 5×2.
Segundo defensores da proposta, como Paulo Paim, a medida garantiria mais descanso, reduziria adoecimento mental e estimularia a criação de novos empregos.
Marcos Alencar discorda. Ele afirma que não há base estatística sólida que relacione jornadas menores a maior saúde mental ou à geração automática de vagas.
“A França reduziu para 35 horas e não diminuiu o desemprego. Quem tinha um emprego passou a ter dois. Isso não melhora a produtividade”, disse.
Impactos para categorias específicas
Durante a entrevista, Alencar destacou que setores como comércio, hotelaria, bares, indústria e agronegócio possuem necessidades muito distintas — e que uma regra uniforme pode ser prejudicial.
Ele também esclareceu dúvidas sobre o trabalho doméstico, reforçando que a categoria já possui jornada equiparada ao trabalhador urbano desde 2015.
“Se a lei mudar, muda para todo mundo, inclusive para o doméstico. A regra é automática”, explicou.
Brasil está na contramão?
Para o consultor, a proposta vai na direção oposta à necessidade atual de aumento de produtividade e competitividade.
“Estamos enfrentando guerra tecnológica, reforma tributária e desafios globais. Falar em trabalhar menos agora é ir na contramão”, afirmou.
Ele defende que melhorias venham por meio de qualificação, apoio empresarial e políticas de saúde mental, não por redução generalizada de horas.
Alternativas para o debate
Marcos Alencar defende a autonomia sindical, fortalecida pela reforma trabalhista de 2017, como caminho mais eficiente para ajustes de jornada.
Segundo ele, cada categoria deveria negociar seus próprios modelos, com incentivos criados pelo Congresso para estimular jornadas mais equilibradas quando necessário.
“O Congresso deveria estimular acordos setoriais, não impor uma regra única a um país continental”, concluiu.

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ccisp-ipca2-scaled.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)











/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ccisp-ipca2-scaled.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)



