HTLV é um retrovírus que viaja no sangue escondido no linfócito T, transmitido silenciosamente, por via sexual, sangue contaminado ou pela amamentação
Publicado em 08/12/2024 às 20:03
| Atualizado em 08/12/2024 às 20:04
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Os vírus brincam de vivo ou morto indefinidamente, fora da célula está morto, pois não passam de um “aglomerado organizado” de DNA ou RNA, proteínas, açúcares e algumas vezes lipídeos.
Contudo, quando entram na célula hospedeira, vruum.. está vivo! Aqui, o assunto é o HTLV, um retrovírus, que viaja no sangue escondido no linfócito T, transmitido silenciosamente, por via sexual, sangue contaminado ou pela amamentação.
O HTLV foi o primeiro retrovírus descrito em humanos em 1980, contudo, foi ofuscado pela descoberta do HIV em 1983. Na época, os pacientes com HIV desenvolviam imunodeficiência grave que levava à morte rapidamente e isso tirou o interesse pelas pesquisas sobre HTLV.
Contudo, o Brasil é o segundo país no mundo com maior número absoluto de pessoas infectadas com o HTLV, estima-se de 800 mil a 2,5 milhões.
E nesse universo, cerca de 5% dos casos apresentam um tipo de câncer, de linfócitos T ou uma neuropatia, deixando os indivíduos dependentes de uma cadeira de rodas.
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Mulheres acima de 40 anos são as mais afetadas! A infecção pode manter-se nas famílias por várias gerações, enquanto que o desenvolvimento de uma doença grave pode surgir repentinamente de forma aleatória causando a neuropatia ou câncer dependendo da combinação dos fatores vírus-indivíduos.
Interrupção da amamentação é uma arma
Atualmente, uma das armas nessa luta é controlar a transmissão pela interrupção da amamentação de mães infectadas como já se faz para o HIV. A Professora Dra.
Paula Loureiro (HEMOPE-UPE) participou do início dessa história, e foi uma das primeiras médicas hematologistas a explorar essa intrincada trama de sangue, vírus e câncer.
Desde a década de 80, a Dra. Paula Loureiro, médica hematologista acompanhava os pacientes no HEMOPE, mas esse serviço de ambulatório foi encerrado em 2006.
À época, os pacientes foram acolhidos por dois infectologistas, Dra. Paula Ribeiro Magalhães e Dr. Anchieta de Brito no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HuOC-UPE) entre 2007-2008.
Importância da luta contra o HTLV
A atual gestão do HuOC-UPE percebeu a importância dessa luta e nos ajudou a transferira tecnologia da detecção do vírus para o futuro Laboratório de Biologia Molecular do HuOC, que permite confirmar o diagnóstico, milagre 1!
A pesquisa de HTLV hoje é uma bandeira importante na UPE e mobiliza estudantes, funcionários e professores para desenvolver serviço atrelado à pesquisa básica e clínica, milagre 2!
Uma questão importante é compreender como determinar a evolução da doença e quais medidas podemos realizar para diminuir as consequências da infecção.
Assim, propomos verificar no nosso banco de dados de quase 15 anos, informações laboratoriais e de estudos genéticos dos pacientes com HTLV que pudessem compor dados para predição da evolução clínica.
Inteligência Artificial como aliada da ciência
Desta forma, em 2021, quando o Prof. João Pacífico, biólogo e bioinformata, se juntou a nossa equipe começamos a explorar ferramentas de Inteligência Artificial (IA) e desenvolvemos um protocolo de aprendizagem de máquina, com potencial de uso para discernir os pacientes com maior predisposição para a forma da neuropatia grave.
A IA aumentou nosso potencial de criar preditores importantes para pacientes com HTLV. Nesse terreno do HTLV ainda não se tem vacina, anticorpos monoclonais e medicamentos antivirais eficazes.
É evidente a falta de respostas terapêuticas ao paciente com HTLV quando comparado ao indivíduo vivendo com HIV. Por isso, o foco agora é validar o protocolo e desenvolver aplicativo paramelhormanejo clínico.
Ainda não temos o milagre 3, mas estamos perto! Gosto de pensar que de algum modo o HTLV nos escuta e sabe que estamos chegando nele e é por isso que dedicamos nossos esforços para dizer que estamos muito perto de transformartodo esse trabalhonuma lendaépica!
Patrícia Muniz Mendes Freire de Moura, Prof. Associada da UPE. Chefe do Laboratório de Imunobiologia e Patologia do ICB-UPE e Membro da Academia Pernambucana de Ciências


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