Paramount busca apoio de lideranças da União Europeia em disputa pela Warner

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Paramount busca apoio de lideranças da União Europeia em disputa pela Warner


O CEO da Paramount, David Ellison, intensificou nesta semana a ofensiva internacional da companhia ao se reunir com autoridades e representantes do setor cultural na Europa. Segundo a revista especializada Deadline, Ellison encontrou-se no Reino Unido com a secretária de Estado da Cultura, Mídia e Esportes, Lisa Nandy, além de criadores europeus de destaque.

A iniciativa ocorre no momento em que a Paramount tenta minar um possível acordo envolvendo a Warner e a Netflix, avaliado em US$ 83 bilhões entre dinheiro e ações. Como qualquer operação do tipo depende do aval da União Europeia, a estratégia da Paramount tem sido buscar apoio político e simbólico fora dos Estados Unidos.

A Bloomberg já havia informado que executivos de alto escalão da Paramount também se reuniram com o presidente francês, Emmanuel Macron, e com reguladores europeus.

De acordo com fontes ouvidas pela publicação, a preservação do cinema —especialmente da exibição nas salas— foi um dos principais argumentos apresentados por Ellison.

O discurso encontra eco em países como a França, historicamente defensora de janelas rígidas de exibição teatral. O rigor é tal que o Festival de Cannes se recusa, até hoje, a incluir filmes da Netflix na competição oficial.

Especialistas que acompanham de perto o trabalho da Comissão Europeia em temas de concorrência afirmaram à revista que seria improvável um veto direto ao acordo com a Netflix. Ainda assim, avaliam que a operação deve desencadear uma investigação aprofundada, com possibilidade de imposição de condicionantes.

Entre eles estaria a obrigação de a Netflix manter e respeitar contratos de licenciamento de filmes e séries, como forma de evitar a concentração excessiva de conteúdo nas mãos da plataforma.

Em paralelo, nesta semana, a Paramount elevou o tom contra a Warner e entrou com uma ação judicial, nos Estados Unidos, para tentar frear o acordo firmado entre a rival e a Netflix. A ofensiva ocorre após sucessivas recusas, por parte do conselho da Warner, à oferta de aquisição apresentada pela Paramount, avaliada em US$ 30 por ação e estruturada integralmente em dinheiro.



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