Em entrevista nesta quinta-feira (5), o presidente Lula sugeriu que a população não compre produtos que estejam caros, para que haja a baixa do preço
Publicado em 06/02/2025 às 21:49
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-970×250-1” });
}
Constantemente apontado pelo aumento dos preços dos alimentos nos últimos meses, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta quinta-feira (6) que os consumidores deixem de comprar produtos que estejam muito caros. Segundo ele, isso pressionaria o comércio para reduzir os preços e ajudar a controlar a inflação.
“Uma das coisas mais importantes para a gente poder controlar o preço é o próprio povo. Se você vai ao supermercado e desconfia que tal produto está caro, você não compra”, afirmou Lula, durante entrevista às rádios Metrópole e Sociedade, da Bahia. “Se todo mundo tiver consciência e não comprar aquilo que acha que está caro, quem está vendendo vai ter de baixar para vender, porque, senão, vai estragar.”
Com a alta de preços dos alimentos, a popularidade de Lula tem caído entre a população, segundo pesquisa divulgada pela Quaest na semana passada. Oito em cada dez entrevistados disseram ter percebido aumentos de valores no último mês.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
Lula disse ainda estar “trabalhando com muito afinco para solucionar o preço dos alimentos” e adiantou que na próxima semana terá reunião com produtores de carne e de arroz para discutir o assunto. “Comida barata na mesa do trabalhador é algo que estamos perseguindo.”
Como apontado pelo Estadão, emissários do presidente já têm questionado representantes de setores produtores de óleo de soja e milho sobre aumentos de preços registrados desde 2024.
No fim de janeiro, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, chegou a dizer que o governo avaliaria a redução de tarifas de importação de alguns alimentos para tentar frear as remarcações de preços no País – proposta recebida com ceticismo por especialistas.
Um dia antes da declaração feita por Costa, o ministro Fernando Haddad, da Fazenda, havia afirmado que sua equipe vai trabalhar para reduzir os custos do vale-alimentação e do tíquete refeição, e descartou subsídios ou redução de impostos.
Um levantamento da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) indica que os brasileiros de menor renda estão pagando a maior parte da conta da disparada da inflação de alimentos.
O custo de vida das famílias das classes E e D, com renda de até três salários mínimos (R$ 4.554), subiu 5,14% no ano passado na Região Metropolitana de São Paulo, superando a média da inflação dos paulistanos como um todo no período, que foi de 4,97%.
Na avaliação de economistas, esse quadro poderia mudar com a entrada da safra recorde de grãos neste ano e com a queda recente do dólar, depois da disparada registrada no ano passado – quando a moeda americana chegou ao patamar de R$ 6,30.
‘Arapuca’
Ainda na entrevista, Lula defendeu que o agronegócio brasileiro produza mais alimentos para que o preço da comida seja barateado E negou qualquer possibilidade de fazer um congelamento de preços para evitar novos aumentos. “Temos de ver o que fazer para garantir que a cesta básica caiba no orçamento do povo com certa flexibilidade”, disse o presidente.
Ele repetiu que a inflação nos seus dois primeiros anos de governo foi menor que no governo de Jair Bolsonaro e que, apesar de a economia viver “seu melhor momento”, as cotações do dólar ainda são fator de preocupação para o governo.
Nesse ponto, voltou a criticar a antiga gestão do Banco Central, sob o comando de Roberto Campos Neto. Segundo Lula, Campos Neto teve uma gestão “totalmente irresponsável” e deixou “uma arapuca que a gente não pode desmontar de uma hora para a outra”, em referência à trajetória da taxa de juros.
“O problema sério é que tivemos um aumento do dólar porque a gente teve um Banco Central totalmente irresponsável, que deixou uma arapuca que a gente não pode desmontar de uma hora para a outra. A gente não pode dar um cavalo de pau em um navio do tamanho do Brasil”, disse Lula, poupando o novo presidente do BC, Gabriel Galípolo, de qualquer crítica.
Imposto de renda
Lula disse ainda “ter certeza” de que o Congresso vai aprovar projeto que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda para as pessoas que ganham até R$ 5 mil. A proposta ainda não foi enviada para a análise do Legislativo.
“Vamos dar entrada, fazer as coisas funcionarem. Prometi isso durante a campanha (eleitoral), durante o primeiro e segundo anos (de mandato). A gente vai apresentar essa proposta e tenho certeza de que a Câmara e o Senado aprovarão, porque todo mundo está preocupado com a melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro”, disse ele.

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/circulo-signos-3.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)
/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2024/10/istock-1471699246.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)







/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2583937025.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)


/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/circulo-signos-3.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)
/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2024/10/istock-1471699246.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)


