O argumento de discutir 2025 antes de 2026, tão usado nessas horas, precisa ser mais que uma citação empoeirada que os gestores buscam nas estantes.
Publicado em 31/12/2024 às 20:00
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Entrevista
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Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.

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No mundo político, todos olham para 2025 como um lançamento de bases para o ano seguinte. Deputados, senadores, governadores e alguns prefeitos enxergam este ano como a reta final de uma caminhada que os habilitará ou não para conseguir um novo mandato ou renovar o que está em curso.
Pernambuco corre o risco de ser tomado em 2025 por uma disputa entre dois grupos políticos que se formaram recentemente. A governadora Raquel Lyra (PSDB) e o prefeito do Recife João Campos (PSB) têm a mesma origem, mas fizeram questão de assumir a construção de seus próprios espaços.
Isso ajudou para que chegássemos até aqui com ambos apresentando bons resultados em suas gestões.
Jeito próprio
Campos afastou do PSB que herdou do pai até alguns antigos companheiros do próprio pai para promover essa renovação.
Raquel, constantemente, é alvo de comentários nos bastidores sobre não ouvir muito o próprio pai, o ex-governador João Lyra Neto, antes de tomar decisões.
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É preciso que isso seja visto como o que é em termos de resultaddao: inovação. Não se trata de ingratidão, mas da necessidade de escrever a própria história num país acostumado a ver herdeiros políticos com preconceito. Há muito preconceito com a herança, de forma geral, como um instrumento de perpetuação da desigualdade.
Talvez seja o caso de pensar de forma diferente.
Produzir
O Brasil deveria ter mecanismos que obrigassem herdeiros a inovar, para que a herança não os acomode, os obrigue a trabalhar mais até do que os pais e produzir mais pelo país. Dispositivos que obrigassem a investir, produzir e gerar empregos.
Ao invés disso, as propostas que surgem são de o Estado abocanhar ainda mais o patrimônio construído com o suor das pessoas físicas ou de privilegiar ainda mais a imobilização desses recursos sem obrigar os herdeiros a trabalhar.
É nesse ponto que é preciso entender as atitudes de João e Raquel construindo suas próprias histórias. Há falhas, mas existe algo de positivo que precisa ser reconhecido.
Risco
E é nesse ponto que é preciso entender o risco de passar 2025 discutindo uma polarização entre esses dois grupos ao invés de olhar para as necessidades do presente e buscar solução antes de discutir 2026.
O problema é que a herança é um porto seguro e sempre se retorna a ela quando a situação fica mais acirrada. Quanto antes o acirramento chegar, mais cedo também haverá esse recrudescimento da inovação na gestão pública e na política local. Quem está pressionado arrisca menos.
Teremos uma governadora e um prefeito de capital cada vez mais tradicionais e apoiados no passado à medida em que os ânimos forem sendo inflamados. Com medo de errar, os acertos são mais escassos.
E isso é ruim para Pernambuco e para o Recife.
Corrida
O argumento de discutir 2025 antes de 2026, tão usado nessas horas, precisa ser mais real do que uma citação empoeirada que os gestores buscam nas estantes de seus pais e avós quando são questionados a falar sobre o assunto.
A imprensa tem papel fundamental na necessidade de se conter essa ansiedade geral, embora seja algo muito difícil de realizar.
A questão é se é mais importante percorrer o caminho ou antecipar a chegada. Na segunda opção, os tropeços são mais frequentes.

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