Por enquanto, resta-nos pouco a fazer além de resistir com resiliência e serenidade, enquanto se busca construtivo diálogo mercantil e diplomático.
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É natural que estejamos aflitos diante da atual guerra comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os argumentos que apresentamos nas negociações para conter o tarifaço imposto pelo presidente Trump não estão sendo considerados. Estamos detidos na linha de partida.
Nesse cenário de intranquilidade, nossas lideranças precisam assumir um posto de observação com dominância sobre o terreno, de onde possam compreender melhor o “campo de batalha”: as vias de acesso, o poder de combate em jogo, a personalidade dos comandantes, o moral das tropas e, sobretudo, as influências de terceiros no desenrolar do confronto.
Essa terminologia militar aplicada às avaliações dos analistas de conjuntura internacional que assessoram o condottiere de cada país ajuda a sistematizar o estudo de situação. E justiça seja feita: mesmo esses experientes profissionais estão com dificuldades para concluir sobre um caminho a seguir minimamente plausível.
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O fato é que ingressamos em uma era “pós-aquário”, na qual liberdades individuais foram trocadas por cerceamentos ao ir e vir; consciência ambiental, por negacionismo destrutivo do planeta; conhecimento certificado em anos de estudos, pelo achismo ruidoso das redes sociais; e, coroando a distopia, a lei do mais forte voltou a ditar as relações interorganizacionais e intersociais.
Os múltiplos países e as lideranças que os conduzem, independentemente de poder, localização, ideologia capacidade econômica ou capacidade militar, precisarão se adaptar à nova forma de os Estados Unidos interagirem com o restante do planeta.
As relações entre Washington e os demais parceiros seguem hoje a lógica do ciclista ao usar sua “magrela”: pressiona-se com energia o pedal da bicicleta para baixo contra os mais fracos e alivia-se para cima diante de outros mais poderosos. Aprofundando essas assimetrias, as decisões de alguns governos instituídos sofrem, ainda, de humores personalistas.
A maior virtude das verdadeiras democracias é a possibilidade de o eleitor corrigir os rumos do seu país pelo voto a cada ronda. Contudo, mesmo com essa esperança à vista, a guinada em curso na “América” é tão brusca, que levará anos para que o sistema de freios e contrapesos faça-a retornar aos princípios seculares dos seus Pais Fundadores.
Enquanto isso, os demais países se arranjem como abóboras transportadas em carroças pelas estradas esburacadas da geopolítica: trombando-se a cada solavanco, buscando parcerias improváveis, aliando-se a novas potências e ajustando-se internamente para enfrentar cenários cada vez mais complexos.
O momento atual das relações internacionais exige acurada reflexão. Ele é, por si só, uma lição para o futuro: a dependência de países menos relevantes em relação a potências dominantes — em qualquer dimensão do poder — precisa ser avaliada constantemente por suas lideranças. Posturas melianas, cuja arma prioritária é a palavra, não parecem capazes de resolver esse desafio.
Mesmo diante desse cenário PSIC (precipitado, superficial, imediatista, conturbado) que se instituiu mundo afora, o Brasil, por suas potencialidades — dimensão territorial, população numerosa, abundância de recursos minerais e um agronegócio pujante —, talvez consiga, aplicando a tática militar da “ação retardadora”, trocar tempo por espaço, para alcançar no futuro uma posição defensiva mais favorável, capaz de equilibrar o desnível da questão comercial sem precisar oferecer a alma em troca da sobrevivência econômica e da manutenção de sua soberania.
Por enquanto, resta-nos pouco a fazer além de resistir com resiliência e serenidade, enquanto se busca construtivo diálogo mercantil e diplomático.
Como inspiração e alerta para enfrentar as estripulias juvenis alheias, vale lembrar a célebre frase de Maximus, no filme O GLADIADOR, enquanto organizava seus guerreiros para a batalha no centro do Coliseu:
— O que quer que saia destes portões, teremos mais chances de sobreviver se ficarmos juntos.
Otávio Santana do Rêgo Barros, general de Divisão da Reserva


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