Oscar pernambucano

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Oscar pernambucano



O Brasil vai parar neste domingo para torcer pelo filme de Kleber Mendonça Filho, que mostra o Recife e a cultura estadual para o país e o mundo

Por

JC


Publicado em 15/03/2026 às 0:00

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Desde as indicações que ficaram para a história do cinema brasileiro, como “O pagador de promessas” em 1963, “Central do Brasil” em 1999 e o vitorioso “Ainda estou aqui” no ano passado, levando a estatueta de melhor filme internacional, o país acompanha a cerimônia de entrega do Oscar como final de Copa do Mundo. Desta vez, a final de Copa leva para Los Angeles craques pernambucanos, tendo o longa “O agente secreto”, de Kleber Mendonça Filho, na disputa em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Escalação de Elenco.
A noite de domingo será de intensa torcida em todo o território nacional – imagine em Pernambuco! O favoritismo que vem de publicações especializadas, invade as redes sociais e chega às ruas onde a história foi filmada, no Recife, mobiliza a paixão dos brasileiros pelo Brasil, e dos pernambucanos pelo país Pernambuco. Bares e restaurantes, parques e salas de cinema já contam com públicos garantidos, sem falar nas reuniões familiares de olhares grudados nas telas de TV nas residências, na expectativa compartilhada para que o filme de Kleber fature uma ou mais estatuetas. Estabelecimentos comerciais, espaços culturais e locais públicos em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte entraram no clima para a transmissão da premiação. No Cinema São Luiz e no lado de fora, no centro do Recife, haverá concentração de ufanismo com direito a telão, bonecos gigantes de Olinda e orquestra de frevo da Pitombeira.
O reconhecimento ao trabalho de Kleber Mendonça, Wagner Moura e toda a equipe do filme, já significa um marco para a cultura brasileira – e pernambucana. A valorização da paisagem urbana do Recife e da história local na do país, promove a atração de milhões de olhares curiosos para cá, elevando o interesse potencial do turismo e, também, chamando atenção para as demandas coletivas que precisam ser atendidas. A reverberação desse importante momento, com ou sem prêmio do Oscar, pode se estender no tapete vermelho do tempo durante alguns anos, estimulando outros artistas e produtores culturais a trilharem o caminho da dedicação, com sensibilidade e profissionalismo.
Em entrevista ao JC, o diretor destacou a vocação do Recife para as artes com “um talento muito natural para a literatura, o teatro, a música e, é claro, para o cinema”. Com quase 60 prêmios conquistados, “O agente secreto” já brilha para o mundo inteiro, distribuindo a luz da capital pernambucana em ângulos naturais e criativos que fazem história, encantam o público e formam, de maneira inconteste, a identidade verde-amarela, com sotaque e até lendas urbanas recifenses – como a perna cabeluda que assustava a população. Quase 2 milhões de pessoas já viram o filme nos cinemas do país, e centenas de milhares, no exterior. Sejam quais forem as escolhas dos jurados, o Oscar 2026 é pernambucano para o Brasil.



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