Diferentemente do que circulou nas redes sociais, o troféu que “Ainda Estou Aqui” ganhou no Oscar, ao vencer a categoria de melhor filme internacional, ficará, sim, com Walter Salles, o diretor do filme, afirmou à Folha Rodrigo Teixeira, um dos produtores do filme.
Teixeira conta que enviou um e-mail para a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, para tirar esta dúvida. “A resposta deles é que o Brasil é creditado como indicado, o nome do diretor será listado na estatueta, e a estatueta fica com o diretor em nome de toda a equipe criativa do filme.”
O produtor também perguntou à Academia sobre a possibilidade de obter réplicas do troféu, para distribuir à equipe. “Vamos ver se pode. A Academia ainda não me respondeu. Se tiver réplica, quem tem direito são os produtores”, disse. A produção, aliás, não precisa declarar a estatueta à Receita Federal. Isso porque prêmios são isentos de imposto, segundo a legislação brasileira.
A reportagem entrou em contato com o Ministério da Cultura, que confirmou o que Teixeira disse. A pasta disse que desconhece uma suposta regra de que a estatueta teria de ficar com o governo e que, “caso ela ficasse com o governo federal, os vencedores do Oscar seriam consultados sobre a destinação desejada”.
Ao ser questionado da possibilidade de o troféu ficar na casa onde o filme foi gravado, que a Prefeitura do Rio de Janeiro prometeu comprar para transformar num centro cultural, Teixeira disse que “isso não é a realidade”. “O Oscar é do diretor”, ele acrescentou.
Este é o segundo filme de Teixeira que recebe um Oscar, após “Me Chame pelo seu Nome”, receber o troféu de melhor roteiro adaptado em 2017.
Colaboraram Matheus Rocha e Pedro Martins



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2579104163.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)




/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2579067966.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)






/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2579104163.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)

