Orishas volta ao Brasil com shows que misturam hip-hop e ritmos de Cuba

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Orishas volta ao Brasil com shows que misturam hip-hop e ritmos de Cuba



São Paulo


O grupo cubano Orishas está de volta ao Brasil para shows em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro. A última apresentação dos artistas no país foi em 2019, quando divulgaram o disco “Gourmet” (2018). Na capital paulista, fazem show único neste domingo (15), no Tokio Marine Hall. Ainda há ingressos à venda na Ticketmaster.

Essa é a décima vez da banda em território brasileiro. A novidade é que a formação chega somente com dois membros —Yotuel Romero, rapper e produtor, e Roldán González, vocalista. Ruzzo Medina não participa da nova turnê.


Yotuel Romero (à esq.), rapper e produtor, e Roldán González, vocalista, do Orishas


Divulgação

O Orishas se separou em 2009, retornado sete anos depois e, se dissolveu novamente em 2021, após disputa judicial entre os membros. O reencontro no último ano, segundo Romero, veio da percepção de que o legado musical da banda ainda é muito forte.

“Percebemos a grandeza do que construímos e que essa história não poderia ser extinta ou encerrada em nenhuma circunstância”, conta Romero em entrevista à Folha.

Ele afirmou ter ligado para o colega Roldán pedindo a volta da banda. “O mundo ainda quer ouvir nossa música”.

Romero e González voltam aos palcos em um momento de valorização da cultura latina no contexto internacional —impulsionada por artistas como o porto-riquenho Bad Bunny, atração do Super Bowl e vencedor do Grammy com o álbum “Debí Tirar Más Fotos” (2025), gravado em espanhol.

Para o rapper cubano, é importante que artistas da música urbana preservem a identidade cultural de seus países. “O que Benito [Bad Bunny] fez agora, ao transportar as pessoas para Porto Rico, é algo que fazemos há 25 anos. Cada vez que nossa música toca, levamos o ouvinte para Cuba. Algo que parecia loucura naquela época, hoje percebemos que não era —era justamente o caminho a seguir”, afirma.

A performance do Orishas mescla hip-hop com ritmos tradicionais cubanos e essa identidade sempre foi parte essencial do projeto musical da banda. “Não entendemos a música do Orishas sem pelo menos 50% de música cubana. Somos a mistura entre hip-hop e tradição”, conta.

O primeiro álbum do grupo, “A Lo Cubano (2000)”, continua sendo visto pelos integrantes como o DNA do Orishas. “É nossa carta de apresentação. Somos Cuba: sabor, tambor, açúcar, cultura. Tudo isso está naquele disco”, conta Yotuel.

No repertório, o Orishas também assina os álbuns “Emigrante” (2003), “El Kilo” (2005), “Cosita Buena” (2008) e “Gourmet” (2018). Em “5 3 7 Cuba”, um dos maiores sucessos do grupo, os integrantes —que hoje vivem na Europa— cantam a saudade da ilha e das lembranças da infância. Em um dos versos, recordam os amigos que ficaram para trás.

“Os que nasceram comigo, os que jogaram bola comigo. Me lembrar deles sem tê-los aqui me machuca. Ano após ano, eu sonho em rever aqueles amigos de quem tanto sinto falta”, diz a letra.

O nome da banda também tem um significado ligado à cultura afro-caribenha. “Os orixás são divindades da tradição iorubá presentes na cultura cubana. Escolhemos esse nome para celebrar nossas raízes e para que qualquer cubano no mundo reconhecesse imediatamente de onde vinha aquela música”, explica Romero.

A conexão com o Brasil também é antiga. Segundo o rapper, desde o início da carreira o grupo foi recebido pelo público brasileiro “como parte da casa”. Essa proximidade, afirma, surpreende até artistas de língua espanhola, que muitas vezes perguntam como a banda conseguiu conquistar um público que fala outro idioma.

“O Brasil é mágico para nós. Me sinto aqui como se já tivesse estado antes, como se meus ancestrais também tivessem passado por aqui”, diz Romero.

O Orishas confirmou que prepara um novo álbum. O projeto ainda não tem data de lançamento, mas deve trazer participações de artistas brasileiros, embora os nomes ainda não tenham sido revelados.

A ideia, segundo Romero, é aprofundar a relação da música cubana com o Brasil. “Eu adoraria, de todo o coração, que Cuba fosse livre e que houvesse um voo diário para Havana partindo de todas as partes do Brasil, conectando Brasil e Cuba, para que pudéssemos ser uma só família”, diz.

Orishas: Represent Cuba
Tokio Marine Hall – r. Bragança Paulista, 1.281, Várzea de Baixo, região sul. Dom. (15), às 20h. Ingr.: R$ 300 (pista) em Ticketmaster





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