Opinião – Tiago Ribas: Sem novos truques, Switch 2 usa força bruta para inovar nos games

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Opinião – Tiago Ribas: Sem novos truques, Switch 2 usa força bruta para inovar nos games


O lançamento de um videogame é sempre acompanhado pela expectativa de como as inovações tecnológicas do console criarão novas formas de diversão para os jogadores, principalmente quando se trata de um aparelho lançado pela Nintendo.

Ao menos desde o Nintendo DS —lançado em 2004, que inovou com um par de telas, sendo uma delas sensível ao toque—, os consoles da marca sempre trouxeram algum truque na manga que os desenvolvedores poderiam explorar em seus jogos.

Isso mudou com o lançamento do Switch 2. É verdade que o console até traz algumas novidades, mas com impacto apenas superficial para a jogabilidade.

Uma dessas novidades é a possibilidade de usar os controles —chamados de Joy-Cons 2— como mouses. A Nintendo mostrou em eventos de lançamento do console o jogo “Drag x Drive”, em que é possível movimentar um personagem em uma cadeira de rodas usando os dois controles com a nova funcionalidade.

Ainda assim, é difícil imaginar outros títulos usando os dois mouses simultaneamente. Muito mais fácil será encontrar jogos que usam o recurso da mesma forma como ele já é aplicado há décadas nos PCs (para controlar um ponteiro em jogos de estratégia ou para movimentar a câmera em jogos em primeira pessoa), o que está bem longe de ser uma inovação.

Outra novidade é o GameChat, que possibilita ligar uma câmera ao console e se comunicar por vídeo com os amigos enquanto joga. A Nintendo apresentou em demonstrações da expansão “Jamboree TV”, para “Super Mario Party Jamboree”, que a câmera pode ser utilizada também como uma forma de controle por movimento —algo que já foi testado em consoles de outras marcas e descartado.

Apesar de os novos recursos não gerarem grande empolgação, isso não significa que o Switch 2 não represente um avanço em relação ao Switch original. As mudanças só são menos visíveis.

Mesmo sendo fisicamente similar ao seu antecessor, o novo console tem potência e tecnologias muito superiores. Isso permite aos desenvolvedores criarem games maiores e mais complexos do que o velho Switch, lançado há oito anos, conseguiria suportar.

Um exemplo claro disso é “Mario Kart World”, título de lançamento do Switch 2. Ainda que não explore todo o potencial do aparelho, o jogo já expõe as limitações que o hardware antigo impunha na ambição dos desenvolvedores.

Além de viabilizar imagens em melhor resolução e gráficos ultrarrealistas, a maior capacidade de processamento do novo videogame permite, por exemplo, que 24 jogadores se enfrentem simultaneamente no modo Eliminatória —uma das melhores novidades do título.

Também é graças a ela que o jogador consegue ver estruturas longínquas no modo Livre e decidir que áreas prefere explorar.

O mesmo pode ser observado em alguns dos jogos mais ambiciosos lançados para o Switch. Mesmo espremendo toda a capacidade disponível no antigo console, jogos como “The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom”, ainda apresentavam problemas técnicos, como queda na taxa de atualização de quadros em algumas áreas.

A maior potência do console também está sendo aproveitada por desenvolvedores externos, que agora conseguem adaptar títulos lançados em outras plataformas para o aparelho da Nintendo. São os casos, por exemplo, da CD Projekt Red e da Capcom, que levaram, respectivamente, “Cyberpunk 2077” e “Street Fighter 6” para o novo aparelho após pularem o Switch por suas limitações técnicas.

É verdade que a Nintendo nunca se importou muito em ter o console mais poderoso do mercado. Enquanto seus concorrentes buscavam provar a qualidade de seus aparelhos em Teraflops e frames por segundo, a empresa japonesa usava uma medida bem mais subjetiva: a diversão.

O sucesso do antigo Switch é a prova de que a empresa tem razão em sua filosofia. Por outro lado, os primeiros jogos da nova plataforma mostram que as limitações do console já criavam obstáculos para o objetivo da Nintendo de fazer títulos cada vez mais divertidos.

Pensando desta forma, o Switch 2 não poderia chegar em melhor hora para a Nintendo.



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