Opinião – Plástico: Paulo Herkenhoff e relatos de sua vida com artistas serão coração de mostra

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Opinião – Plástico: Paulo Herkenhoff e relatos de sua vida com artistas serão coração de mostra


Ele começou como artista ele mesmo, um rapaz magro em vídeos e performances com registros raros e frágeis que resistem até hoje. Isso até ele se tornar o maior dissecador do que é um artista no país. Paulo Herkenhoff, que arrisco dizer lembra uma reencarnação de Mário de Andrade por certa semelhança física e pela voracidade intelectual idêntica à do modernista, é um dos maiores curadores do país.

Se os holofotes sempre iluminaram suas passagens por instituições de ponta em todo o planeta, da Bienal de São Paulo à Documenta, em Kassel, na Alemanha, do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, ao Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMA, outro lado de seu trabalho virá à tona em agosto, no Itaú Cultural, em São Paulo.

No coração da mostra da já tradicional série “Ocupação”, que será aberta em paralelo à Bienal de São Paulo deste ano, estarão seus inúmeros diários de artistas. Ao longo de décadas, Herkenhoff anotou com afinco suas conversas com os maiores nomes do século 20 e de agora, conversas infinitas que enchem seus livros de capa dura até hoje vistos por poucos além daqueles que já tiveram o privilégio de visitar sua biblioteca vertiginosa numa sala de seu apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro.

É vasta a floresta de discussões e pensamentos nesses caderninhos, que agora estão sendo digitalizados para a posteridade, para outros olhos que não tiveram a mesma sorte de conviver com os gênios. Nas lombadas, desfilam nomes como Adriana Varejão, Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Flávio de Carvalho, Geraldo de Barros, Hélio Oiticica, Iberê Camargo, Louise Bourgeois, Judith Lauand, Lygia Pape, Paulo Mendes da Rocha, entre outros que formaram nosso olhar.

É um documento vivo que mostra como Herkenhoff, ainda em plena atividade, documentou a arte de seu tempo e ao mesmo tempo levou o pensamento visual do país a lugares que ainda viam o Brasil como uma selva inóspita, provando o contrário pelos lugares por onde passou.


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