Opinião – Plástico: Paris e Nova York, da velha à atual capital do mundo, fazem ferver a temporada

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Opinião – Plástico: Paris e Nova York, da velha à atual capital do mundo, fazem ferver a temporada


Esta é uma história de duas cidades, a velha capital do mundo, Paris, e a atual, se é que Donald Trump não vai derrubar Nova York do pedestal. No rastro do furacão de feiras que varreram Manhattan na semana passada, entre elas a Frieze, a Tefaf e a Independent, medalhões da cena, muitos atravessam o Atlântico nesta semana para os primeiros passos de uma avalanche de exposições de artistas brasileiros que vão tomar toda a França a partir de agora, começando por Paris e depois espalhadas por mais de 50 cidades do país.

Nesta terça, começa a “Aberto4”, primeira edição fora do Brasil de uma série de mostras que levam obras de arte a endereços cobiçadíssimos, marcos do modernismo. Na capital francesa, a exposição, com trabalhos do arquiteto franco-suíço Le Corbusier, acontece na famosa casa La Roche, desenho dele, com obras de mestres modernos e contemporâneos, entre eles Aluísio Carvão, Anna Maria Maiolino, Beatriz Milhazes, Cícero Dias, Erika Verzutti, Hélio Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape, Maria Martins, Mira Schendel, Oscar Niemeyer, Roberto Burle-Marx, Sergio Camargo, Sonia Gomes e Tunga, entre outros.

PRAIA DE PARISIENSE Mesmo quem não entrar na casa vai sentir a presença brasileira em Paris. Em julho, em pleno verão francês, quando os parisienses se lançam ao sol à beira das águas turvas do Sena, fotografias de João Farkas, Luiz Braga, agora alvo de uma retrospectiva no Instituto Moreira Salles, em São Paulo, e Maureen Bisilliat, britânica radicada no Brasil, vão tomar outdoors às margens do rio.

TUDO AO MESMO TEMPO EM TODO LUGAR Além desses que encontraram seu lugar ao sol, outros vão brilhar. A temporada reserva mostras de Lucas Arruda, que ocupa uma ala do Musée d’Orsay e depois o Carré d’Art, em Nîmes, Ivens Machado e Marina Rheingantz, também em Nîmes, Cildo Meireles na abadia de Mont-Saint-Michel, claustro de mais de mil anos na Normandia, Jonathas de Andrade, num museu nos arredores de Marselha e na filial do Jeu de Paume, em Tours, Sonia Gomes na sede do Louvre, em Lens, e Claudia Andujar e o coletivo Retratistas do Morro, entre outros fotógrafos de peso do país, terão exposições no Rencontres d’Arles, tradicional festival de fotografia no sul francês.

Além deles, há mostras blockbuster na capital —Anna Maria Maiolino tem sua primeira retrospectiva francesa no Musée National Picasso-Paris, Ernesto Neto ocupa o Grand Palais com suas instalações de crochê e Lygia Pape estará no centro da Bourse de Commerce, museu do magnata do luxo François Pinault, obra do brutalista japonês Tadao Ando, no coração de Paris.

A GRANDE MAÇÃ Os termômetros do mercado registram tempo ruim para a primeira temporada de grandes leilões em Nova York neste ano, com uma expectativa de queda de US$ 250 milhões, ou R$ 1,4 bilhão, em vendas neste ano em relação ao ano passado. Isso acontece na ressaca das grandes feiras na metrópole americana recém-encerradas. O tarifaço de Donald Trump é o inimigo número um do humor dos colecionadores —por ora, os Estados Unidos sozinhos respondem por 43% do mercado de arte global, sendo que 90% desse faturamento está concentrado na cidade de Nova York.

PELADA E MILIONÁRIA Grande estrela desta temporada de leilões, a tela “Miss January”, obra de 1997 da artista sul-africana Marlene Dumas, que retrata uma mulher nua da cintura para baixo, pode bater o recorde de obra mais cara de uma artista mulher viva, podendo chegar aos US$ 18 milhões, ou R$ 101,7 milhões.


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