O pânico, o assombramento e também a maravilha causados pelo avanço da inteligência artificial pode estar ao mesmo tempo a serviço das artes visuais, não só contra, como berram alguns mensageiros do apocalipse criativo. Uma plataforma recém-lançada por pesquisadores da Universidade de São Paulo liderados pela artista visual e professora Giselle Beiguelman, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da instituição, permite ver de perto a anatomia de quase 4.000 obras de arte de 17 dos principais museus do país.
No rol da Meta-Acervos, estão obras-primas de instituições como o Museu de Arte de São Paulo, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, o Museu Paulista, além do Museu Nacional de Belas Artes e do Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, e outras casas de peso.
O sistema de buscas permite fazer buscas nesses acervos a partir da data de criação de cada obra, sua composição espacial e cores dominantes. Também deixa filtrar as obras de arte por elementos figurativos, desde formas geométricas a pontos bem específicos, como a presença de pássaros, cachorros, cavalos, flores, moitas, grama, árvores, entre outros.
É possível também combinar em colagens ou mosaicos feitos pelos robôs uma grande quantidade dessas obras nos acervos do país, gerando painéis instantâneos que permitem uma análise comparativa do olhar de cada artista sobre fenômenos naturais, como um são Sebastião, de Pietro Perugino, no Masp, ou uma Vênus saindo do mar, de autor desconhecido, no Museu Nacional de Belas Artes.
VEM AÍ O Museu das Favelas, no centro paulistano, abre no mês que vem uma grande mostra para marcar o centenário do pensador francês Frantz Fanon, um dos maiores nomes da diáspora africana pelo mundo, autor de “Pele Negra, Máscaras Brancas”, entre outros livros. A exposição terá trabalhos de nomes centrais da arte contemporânea do país, como Dalton Paula, Juliana dos Santos e Rebeca Carapiá. A organização é de Thais de Menezes, com Jairo Malta.
RADAR AMPLIADO Depois de uma montagem no Museu de Grenoble, na França, e outra na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, um dos destaque da temporada de mostras do Brasil no país europeu ao longo deste ano, a retrospectiva de José Antônio da Silva, artista central da chamada arte popular do país, chega no mês que vem ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo em versão ampliada.
Além das obras mostradas no museu francês e na capital gaúcha, a mostra ganha corpo com dezenas de trabalhos do artista que já pertenciam ao acervo do MAC e de coleções particulares do país, entre elas a de Vilma Eid, galerista que há décadas defende o legado do artista. Um livro sobre o artista também está sendo preparado pela editora Martins Fontes, volume com ambição de ser a publicação definitiva sobre José Antônio da Silva.
MAPA DA AMAZÔNIA Outro livro a sair em breve é o maior já dedicado à obra do artista Emmanuel Nassar. Lançado às vésperas da COP30, em Belém, o volume dedicado ao trabalho do paraense é editado pela Cosac, com ensaios críticos de Mateus Nunes, Pollyana Quintella e Raphael Fonseca.
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