Opinião – Plástico: Artistas pedem socorro ao rio Pinheiros em exposição em parque de São Paulo

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Opinião – Plástico: Artistas pedem socorro ao rio Pinheiros em exposição em parque de São Paulo


O estranho panorama do rio Pinheiros que atravessa a zona oeste de São Paulo agora é revisto pelas lentes ácidas de artistas em sintonia com a calamidade da paisagem, onde condomínios de luxo digladiam com favelas à beira de um canal de água poluidíssimo, cicatriz tóxica no tecido urbano quando deveria ser rota de alívio.

Na mostra “Águas Abertas”, que ocupa o parque Bruno Covas a partir deste sábado, artistas vão intervir na paisagem para denunciar o que o paredão de arranha-céus e o leito distópico do rio às vezes escondem.

Cinthia Marcelle, que já representou o país na Bienal de Veneza e ganhou uma menção honrosa do júri, trabalha com o grupo de arquitetos Vão numa construção às avessas. Juntos, eles constroem um paredão de tijolos que isola a vista das margens do rio não para o condomínio de elite do outro lado mas para o Jardim Panorama, comunidade separada desse mesmo canto de endinheirados por uma muralha privada.

No decorrer da mostra, os moradores da comunidade vão poder levar os blocos para construir suas próprias casa à sombra dos arranha-céus dos ricos. É uma proposta tão ousada quanto condescendente, que explora necessidades reais diante do descalabro das políticas públicas —a famosa faca de dois gumes da arte contemporânea.

Lenora de Barros, como é típico de sua prática, parte de uma palavra para descortinar outras. Sua instalação “Resetar” parte do anglicismo já bem enraizado no português, o ato de reiniciar, restaurar as bases, para elencar uma série de outros verbos com o mesmo prefixo às margens de um rio em colapso —reinventar, reagir, reorientar, revelar, reativar.


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