Se tudo é muito novo para quem é novo, imagine para quem não é. A velocidade em que agora tudo surge, desafia até o próprio conceito de “rapidez”. Qualquer coisa que apareceu há pouco, será superada, em pouco tempo, por algo que surgirá daqui a pouco.
Quando falávamos de fósseis de eras, recentemente, passadas, como os faxes, os VHS e CDs, o DVD player, a Olivetti, Kodak, Nokia, Blockbuster, Alta Vista¸ o pager e o Orkut ninguém imaginava que a efemeridade seria tão efêmera.
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Até a própria noção de tempo ficou meio lisérgica. Outro dia, ou seria outro mês, outro ano, ou anteontem, a IA, que não era nem assunto, chegou chegando. O ChatGPT eclodiu como um novo oráculo, ameaçando o Google que já tinha substituído, em onipresença, onipotência, onisciência e devoção, Deus.
E agora, do nada e sei lá até quando, brota uma tal de Deepseek, que seria uma versão de inteligência artificial mais barata, acessível, bonita e gostosona, só que chinesa, e que fez alguns que almejavam trilhões perderem centenas de bilhões.
Até aí… sei lá. Não consigo nem dimensionar essa quantidade de zeros e estou pouco me lixando para prejuízo de bilionário. Mas será que ainda dá para não estar nem aí em alguma coisa?
Ao que parece a “escolha” é entre ter seus dados, retina, íris, DNA, digitais, pregas ou alma, virarem propriedade das OpenAI, Meta, Musk ou… do PC chinês.
Dos milhões de vídeos de gatinhos, aos zilhões gastos nos jogos dos tigrinhos, muitas redes, algoritmos e bets rolaram e ninguém tem a menor ideia se alguém tem a menor ideia de onde isso vai dar.
Nosso maior filósofo e pensador, Nelson Rodrigues, há cerca de 50 anos arriscou: “O grande acontecimento do século (passado) foi a ascensão espantosa e fulminante do idiota”, ou “Outrora os melhores pensavam pelos idiotas, hoje os idiotas calam os melhores” e ainda: “Não estarei insinuando nenhuma novidade se afirmar que nunca houve uma multidão inteligente”.
Pois é, e ele nem imaginava que o X da questão, seria muito mais que o X, ainda teria o Insta, o YouTube, o Face, o TikTok e muito mais.
A grande revolução é que quase todo mundo agora é CNPJ, multidões viraram “veículos de comunicação”, muitos milhões de emissores e emissoras em busca do que sempre se buscou: audiência, influência, patrocínio, patrimônio e pulseirinha para área VIP. E veículo demais não tem como não dar colisão.
Mas isso não precisa ser nenhum fim do mundo. Embora possa ser o começo do fim.


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