Opinião – Bia Braune: Morta há 30 anos, Ivani Ribeiro teria pedido do além uma reprise de novela

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Opinião – Bia Braune: Morta há 30 anos, Ivani Ribeiro teria pedido do além uma reprise de novela


Se tem algo que aprendi, ao longo de quase 30 anos de televisão, é que nenhuma história é tão escabrosa quanto parece, nem tão simples quanto se conta. Dito isso, vem aí esse obscuro campeão de audiência: quando Ivani Ribeiro, genial autora de novelas, pediu a reprise de um dos seus maiores sucessos… Diretamente do além.

Antes de seguir com as cenas desse capítulo tão mediúnico da nossa TV, é preciso introduzir ao público algumas peculiaridades do mundo noveleiro. A começar pelo impacto gerado por todo e qualquer “Vale a Pena Ver de Novo”. Sabe anúncio de novo papa? Lista de convocados da seleção? Nem se compara.

Rever clássicos pessoais mexe muito com a memória afetiva dos fãs, que fazem bolões em grupos de WhatsApp e até piquetes nas redes sociais. Por entre “hates” destinados à nova Odete Roitman e bordões como “vocês não sabem o prazer que é estar de volta”, o time Gilberto Braga se engalfinha com a bancada ruralista dos remakes de Benedito Ruy Barbosa, enquanto “inch’allados” de Glória Perez sassaricam com cambalacheiros de Silvio de Abreu. Vestindo —e despindo— a camisa de “Kubanacan”, invocando as Helenas do Maneco, especialistas julgam quais tramas merecem ou não bis. “Começar de Novo”? “Voltei pra Você”?

Ivani Ribeiro segue recordista de reprises e recriações de sua obra. Sem contar com a versão original da TV Tupi, só “A Viagem” passou três vezes no antigo canal Viva e outras três na Globo, estando no ar agora. Um feito condizente com o volume de produção dessa grande dama do gênero, que chegou a bater ponto em dois canais ao mesmo tempo. Nada, porém, se compara à hora extra cumprida por Ivani do além.

O ano era 2001, e os noveleiros estavam ansiosos pela fumacinha branca. No andar onde eram montadas as novelas da Globo, uma salinha funcionava de QG para o editor que enxugava os capítulos aptos ao “Vale a Pena Ver de Novo”. Um dia, o coitado levou um susto diante de um memorando inacreditável. Parem as máquinas! Troquem o rolo de fita! “A Gata Comeu” ia passar novamente. “Ordem da autora”, dizia. Sim, a própria e morta Ivani teria solicitado à alta cúpula. Via carta psicografada, segundo alguns. Em um sonho do executivo Mário Lúcio Vaz, acreditam outros.

O mais fantástico de tudo? Esse tão improvisado repeteco fez um sucesso estrondoso. Provando, mais uma vez, que Ivani Ribeiro era um ser muitíssimo superior. Um espírito de luz, câmera… Gravando!


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