Capa da revista britânica The Economist, que faz alusão à semelhança política entre Donald Trump e Jair Bolsonaro, chama a atenção do mundo
JC
Publicado em 29/08/2025 às 0:00
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Num planeta de distâncias reduzidas a partir de trocas culturais e comerciais, deslocamentos diários maciços de viajantes que cobrem centenas ou milhares de quilômetros por trabalho ou lazer, a circulação imediata das informações pode suscitar reações como a aversão crescente à violência bélica em Gaza ou na Ucrânia. Mas também proporciona, ao olhar atento ao noticiário global, a possibilidade da análise dos fatos contemporâneos, cujo alcance é cada vez menos limitado a um país, talvez mesmo a um continente. Por ironia, a chegada de um declarado nacionalista, de estreita visão, ao mais alto posto de uma grande potência, os Estados Unidos, permite que se descortinem relações entrelaçadas envolvendo, por exemplo, todas as nações democráticas que prezam pela liberdade de seus cidadãos.
Uma das mais respeitadas publicações da imprensa global, a revista britânica The Economist, enxerga no movimento obcecado do ocupante da Casa Branca em defesa de um ex-presidente brasileiro, um caso típico de deterioração institucional. Posto lado a lado com o que ocorre no Brasil, a revista enaltece o amadurecimento dos brasileiros e, em comparação, aponta a degradação dos EUA, colocando-nos em protagonismo que merece atenção do mundo, em detrimento dos arroubos autoritários de Donald Trump. Ao estampar uma caricatura de Jair Bolsonaro na capa, a The Economist aproxima os dois líderes, não por supostas virtudes, mas pela similaridade do comportamento no poder, em direto confronto aos valores democráticos.
A exaltação da defesa da democracia pelo Brasil, atrelada ao julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, não se confunde com a exaltação do presidente Lula ou do PT, cujos governos já foram criticados mais de uma vez pela publicação. O jornalismo que abrange a opinião sobre o que acontece não se desvencilha do distanciamento de ocupantes temporários das posições de poder. Por aqui, a liberdade de expressão que fundamenta a atividade jornalística é fiadora da crítica a qualquer governo, sem a retórica da oposição da vez – o que muitas vezes frustra e causa indignação a petistas e bolsonaristas. No caso da revista britânica, a imprensa na Europa demonstra estar antenada com o que se passa nos Estados Unidos e no Brasil, para extrair lições que dizem respeito a todos os países.
O paralelo entre Bolsonaro e Trump se dá na observação dos episódios semelhantes que se seguiram às derrotas eleitorais de ambos, com birras para deixar a cadeira presidencial e incitação a simpatizantes para atos violentos de ameaça à democracia: os ataques ao Capitólio, em Washington, e às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Chamado de “Trump dos Trópicos” pela The Economist, Bolsonaro está sendo julgado, segundo a revista, por um “golpe que fracassou por incompetência”. Mesmo fazendo ressalvas sobre o poder demasiado conferido ao Supremo Tribunal Federal, a publicação avalia que os brasileiros, atualmente, são um exemplo de “como os países se recuperam de uma febre populista”. Enquanto isso, os EUA sob Trump “estão se tornando mais corruptos, protecionistas e autoritários”.
Tomara que a valorização da democracia conecte a população da Terra, e seja compreendida por líderes que tentam se afastar dela.


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