O PT enfraqueceu e o presidente Lula parece encarar a realidade

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O PT enfraqueceu e o presidente Lula parece encarar a realidade


O presidente sempre foi levado a acreditar que a gestão estava muito bem e os vilões eram o mercado, o Banco Central e a comunicação ineficiente.


Publicado em 25/01/2025 às 20:00



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Dentro da mudança de rota do governo Lula (PT) que parece, agora, estar descobrindo todos os problemas que já possui há dois anos, comenta-se sobre um novo pacote de corte de gastos. A ideia é que, dessa vez, o corte seja levado a sério pelo governo para que o mercado entenda que a gestão é responsável. Dessa vez, ao menos. Antes tarde que nunca.

Ao que parece, a ala petista resistente às medidas que o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) pretendia tomar, não sem sofrimento, deu-se por vencida.

O presidente sempre foi levado pela equipe palaciana mais próxima a acreditar que o inferno são os outros, a gestão estava muito bem, os números da macroeconomia eram a prova e os vilões eram o Congresso, o mercado, o Banco Central independente e a comunicação oficial ineficiente.

Precisou de dois anos para sair do torpor.

Ao lado

Proximidade é algo muito importante na influência que se exerce sobre um presidente. Esqueçam aquela frase de que “ninguém governa governador”, proferida pelo ex-governador de Pernambuco Agamenon Magalhães.

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Podiam não governar ele na época, mas hoje isso depende muito de quem esteja sentado à cadeira. Se o gestor não tiver personalidade, é manipulado facilmente.

O caso de Lula não é de personalidade, mas de cansaço e falta de paciência.

Um puxadinho…

A impressão dos últimos anos é que o presidente assumiu esse terceiro mandato porque precisava provar para o mundo que estava vivo e ainda tinha força. De carona ainda acrescentaria a sua biografia ter livrado o país de Bolsonaro (PL). Mas desejo é diferente de empenho e disposição. Desejo dá e passa.

Lula pareceu cansado nos últimos 24 meses, sem ânimo e sem paciência para tomar as rédeas da própria gestão. Nessas horas, quem está mais próximo exerce maior influência.

…para Haddad

Os ministros palacianos, mais ligados ao PT, ficam a uma escada de distância do presidente. Alguns estão até no mesmo andar e basta atravessar um corredor quando querem convencê-lo de algo.

Já Fernando Hadadd, quando precisa conversar com o chefe, tem que chamar um motorista, esperar para pegar um carro, e percorrer quase dois quilômetros até o gabinete de Lula. Isso conta.

Alguém precisa arranjar um puxadinho para o ministro da Fazenda, dentro do Palácio.

Discussão importante

O clima no governo Lula (PT), citado sábado (25) nesta coluna, mostrando um certo desespero para controlar a inflação dos alimentos sem ter muita ideia de como fazê-lo, será tema do programa Passando a Limpo, na Rádio Jornal. João Carlos Paes Mendonça será entrevistado no programa que vai ao ar segunda-feira, às 8h.

O empresário era presidente da Associação Brasileira de Supermercados na última vez em que, no Brasil, se tentou uma “medida desesperada” para conter o preço dos alimentos. Paes Mendonça também integrou o Conselho Monetário Nacional no período.

Caos

Foi no governo Sarney, quando a gestão da época resolveu que a solução para não deixar os preços subirem era fazer uma tabela e determinar quanto se deveria cobrar por cada produto. Foi um caos, como é de se esperar em situações assim.

Quem viveu aquilo lembra das filas e da falta de opções nas gôndolas. Toda a cadeia de produção e venda foi impactada, tal qual aquela música de Raul Seixas, sobre a Terra ter parado. Para completar, quando a medida não deu certo, integrantes do governo começaram a jogar a população contra o setor de alimentos.

Não funciona

O congelamento de preços não tem como dar certo em lugar nenhum do mundo porque quebra a relação de oferta e demanda que regula a produção. Quando se fala em regular a produção, isso inclui o custo dos produtos e a previsibilidade até com as contratações de trabalhadores e o aproveitamento das safras.

Com os preços criados artificialmente, sem condições de acompanhar oferta e demanda real, um dos grandes problemas é que o setor tem prejuízo e quebra, acarretando demissões e ampliação da crise econômica com retração do PIB, por exemplo.

Fiscais

E essa é só uma entre muitas dificuldades. O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), deve saber que a medida não deu certo no Brasil, tanto que fez questão de corrigir de forma muito clara e direta a palavra que usou numa entrevista recente, falando em “intervenção” no preço dos alimentos. Em nota, disse que “não haverá fiscais do Lula”, numa referência aos “fiscais de Sarney”, da malfadada tentativa de 1986.

Oxigênio

Não faz muito tempo que a Argentina tentou o mesmo. Aconteceu com Maurício Macri e depois com Alberto Fernandez na presidência, ambos terminaram em fracasso e fragilizaram ainda mais a economia.

A preocupação de todos é porque essas coceiras populistas de alguns governos costumam ignorar a História e fingem não conhecer os fatos quando estão sufocados. E o governo Lula anda sem ar.





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