Alerta do presidente do Chile, Gabriel Boric, ganha destaque com o retorno de Donald Trump à Casa Branca – mas não se restringe aos EUA
Publicado em 17/11/2024 às 0:00
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Seguidos fracassos dos encontros de cúpula para tratar da questão ambiental e das mudanças climáticas, nas últimas décadas, devem ser postos em foco no instante em que o mundo se depara com a perspectiva concreta de retomada de uma política francamente isolacionista, pelos Estados Unidos. Porque a negação do problema não é nova, nem se restringe a Donald Trump. Mesmo os países cujos diplomatas e líderes tentam puxar um coro ambientalista por medidas de redução das emissões de gases poluentes, tendo em vista o controle do aumento da temperatura média no planeta, não conseguem viabilizar acordos para viabilizar as metas propostas nos encontros. Por isso, o isolacionismo norte-americano, que se vislumbra, não é causa, mas efeito de muito tempo perdido.
A declaração mais recente do presidente do Chile, Gabriel Boric, dá o tom da desconfiança com o novo rumo, ou rumo retomado, com Trump como presidente a partir de 2025. “Estejamos mais unidos do que nunca”, conclamou Boric. Mas desde quando estiveram, quando o assunto foi a crise climática? A falta de consequências práticas no consenso superficial contra as emissões poluentes é evidenciada pelo aumento recorde da temperatura global, e efeitos como o derretimento das calotas polares e as alterações nas correntes oceânicas, que podem interferir nos ciclos naturais e na biodiversidade. Os governos concordam com a gravidade do tema, mas pouco fazem, ou conseguem fazer, para aliviar a febre da Terra.
Com a volta de Trump, uma espécie de pânico retardatário parece tomar conta do cenário político em torno das mudanças climáticas. Mas o republicano que se elegeu com folga na disputa contra a democrata Kamala Harris, não pode ser acusado de exclusiva responsabilidade nesse caso. A irresponsabilidade ambiental vem de longe, compartilhada por todos os países do mundo e suas populações, num modo de vida predatório dominante na civilização contemporânea, herdeira de gerações anteriores, para as quais a questão climática sequer existia.
Em continuidade ao chamamento, o presidente chileno defendeu o multilateralismo e a cooperação como instrumentos de negociação para os objetivos comuns. Poucos discordariam do conceito. Mas a cooperação tem se mostrado inócua, por exemplo, para transferir os recursos financeiros necessários, dos países ricos aos pobres e em desenvolvimento, para a viabilização de políticas de proteção ambiental. “Sejamos capazes de superar nossos preconceitos e entender que nós passamos, como presidentes ou presidentas, mas nossos povos e as instituições permanecerão”, disse ainda. De fato, estamos todos passando por aqui – e deixando, como nos deixaram, um planeta mais consumido, um habitat em maior risco para todas as espécies, inclusive a nossa.
Se Trump fizer metade do que prometeu fazer contra as políticas ambientais, certamente o problema será ainda maior. Mas a essência do que enfrentamos é pelo que não fizemos até agora, a humanidade inteira. E pelo que representa dentro e fora dos EUA, o presidente eleito, longe de ser exceção à regra, é também um reflexo da civilização que gerou a crise climática.
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