Com discurso reforçando o protecionismo, o ufanismo e a intolerância da campanha eleitoral, Donald Trump é presidente dos EUA pela segunda vez
Publicado em 21/01/2025 às 0:00
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A tradição inspiradora da democracia dos Estados Unidos se destacou mais uma vez na cerimônia de posse de Donald Trump, o 47º presidente eleito pelo povo norte-americano. Com a presença dos últimos presidentes a ocupar o cargo, inclusive o antecessor, Joe Biden, e da vice, Kamala Harris, que disputou a eleição para a Casa Branca e perdeu por larga margem de votos, o protocolo foi seguido à risca, no Capitólio, casa legislativa, onde também estavam os juízes da Suprema Corte. Uma aura mista de permanência e renovação preenchia o ambiente, enquanto os olhares do mundo se reuniam no auditório do parlamento, em uma celebração maior do que a volta de Trump, em mais um evento de reafirmação democrática num país que se gaba de defender a liberdade dentro e fora de suas fronteiras.
Dito isto, chegamos aos primeiros movimentos de um chefe de Estado menos propenso às causas da liberdade, e aos direitos individuais e coletivos, do que diz ser. Fora do ambiente virtual e das bandeiras de um movimento de cunho nacionalista em uma civilização globalizada, a liberdade é desvalorizada pela visão de Donald Trump e de seus seguidores, igualmente dentro e fora das fronteiras dos EUA. Ao se retirarem mais uma vez do Acordo de País, os norte-americanos sabotam qualquer chance de colaboração de uma das maiores potências industriais do planeta no esforço coletivo, supranacional, de redução da emissão de gases poluentes que geram a crise ambiental atual. Crise que também afeta os Estados Unidos, dos furacões mais violentos aos incêndios florestais devastadores, como o que destruiu parte de uma área rica da Califórnia.
A sinalização para a confirmação do que pregou durante a campanha eleitoral, em relação aos imigrantes, deve elevar o tom de uma crise na fronteira com o México, além de criar problemas internos sérios, nos próximos meses. O desprezo de Trump à importância dos migrantes para a formação cultural, econômica e social dos EUA, vem embalado em xenofobia mal disfarçada em delírio nacionalista de grandeza e autossuficiência. Mas nenhum país do tamanho e com a história complexa dos norte-americanos pode se fechar para o mundo. A não ser que o presidente em seu segundo mandato seja o pivô de um movimento amplo de negação das raízes vindas de fora, baseado em uma estrutura autocrática, o que não parece ser o caso, pelo menos até o momento.
Donald Trump ainda tem muito a dizer e fazer na Casa Branca, após revogar medidas de Biden e provocar o temor da comunidade internacional, do Panamá à Ucrânia. Mas o mundo não vai parar porque Trump chegou novamente ao poder. As dinâmicas da política nos EUA e no planeta inteiro não pararam de girar. A biosfera segue em mudança com a alta temperatura na superfície da Terra, os fluxos migratórios não irão cessar. E o caminho da humanidade na direção da convivência pacífica em todos os lugares desse pequeno ponto azul no firmamento, continua um destino em aberto.


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