Atenção global se volta para a disputa acirrada entre a vice de Biden e o ex-presidente que inspira a extrema direita em outros países
Publicado em 03/11/2024 às 0:00
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À semelhança do que ocorreu no Brasil em 2022, as eleições norte-americanas deste ano se caracterizam pela desqualificação do oponente, e não, pela confiança da população nos principais candidatos. Vale mais para a decisão do voto, nessa ótica, conseguir incutir no eleitorado o medo e a antipatia pelo concorrente, do que convencer a partir das virtudes e da experiência. Um modelo que tem se repetido em vários pleitos, para diversos níveis de governo, como este ano, no segundo turno da eleição para a prefeitura de São Paulo. O que é um desalento para a democracia, e provavelmente afasta mais do que aproxima as pessoas dos propósitos da política enquanto ambiente de construção de conquistas coletivas.
Para a democrata Kamala Harris, vice-presidente do atual ocupante da Casa Branca, Joe Biden, o desafio é ambíguo: mostrar-se como novidade digna da escolha dos cidadãos dos Estados Unidos, e ao mesmo tempo representar a continuidade do mandato de Biden, impedido pelo partido de se candidatar à reeleição. O discurso de Harris e dos democratas é que se trata da mais importante eleição da atual geração, apontando o magnata Trump como ameaça à liberdade, aos direitos individuais e coletivos, ao país e ao mundo, por suas posições identificadas como de extrema direita, em flerte com o autoritarismo. Pesa a favor de Kamala, nessa linha, o ataque de manifestantes ao Capitólio, em 2021, estimulados por Trump, que quatro anos atrás não reconheceu a derrota para Biden.
O republicano, por sua vez, tem se aproveitado do fato de ser oposição, criticando duramente a gestão de Biden e Kamala, e reforçando as bandeiras que já o levaram à presidência, como o nacionalismo que vê nos imigrantes um risco político e econômico. Chega a ser irônico, depois de tantas décadas como principais defensores e beneficiários da globalização, que os norte-americanos sejam tão seduzidos por um líder político anti-global. Após a alteração da candidatura de Joe Biden por Kamala Harris, que conferiu grande impulso aos democratas, o empate verificado às vésperas da data oficial das eleições – já iniciadas em alguns estados – anima Trump e seus eleitores na reta final. Pelo que se vê nas pesquisas, o ex-presidente parece mais temido do lado de fora, pela influência que pode exercer na extrema direita em outros países, caso eleito, do que nos EUA. Vale dizer que lá o voto não é obrigatório.
Uma vitória de Donald Trump em 5 de novembro certamente será um fator maior de desestabilização mundial. No papel dos EUA na OTAN, na Ucrânia, no Oriente Médio, ou na taxação prometida a produtos chineses e de outros países, em movimento inédito de fechamento da economia, os efeitos de um novo mandato de Trump têm tudo para gerar impactos políticos e econômicos para muito além das fronteiras norte-americanas.


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