Deslocamento de porta-aviões e sequência de bombardeios a embarcações ampliam o receio sobre operações militares dos EUA na América Latina
JC
Publicado em 25/10/2025 às 0:00
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O tráfico e o consumo de drogas são problemas de ordem global que afetam as realidades nacionais, geram consequências em todos os níveis de governo, e atormentam os cidadãos nas comunidades locais. São negócios ilegais que envolvem disputas de facções, mortes violentas e a atração de jovens, tanto para a criminalidade, quanto para o consumo de substâncias capazes de causar dependência, sofrimento físico e psíquico. A gravidade da questão nem sempre foi levada a sério, e talvez por isso o crime organizado associado ao mercado ilegal das drogas tenha crescido tanto, em diversos países.
Quando um dos mais modernos porta-aviões do mundo é enviado, pelos Estados Unidos, ao Mar do Caribe, com o objetivo declarado de combater o tráfico de drogas, pode ser que a guerra contra o tráfico entre num outro patamar, com o mais poderoso chefe de Estado do planeta determinado a combater os bandidos que atuam no mercado – e impedir que os consumidores em seu país tenham acesso às drogas. Então, para fazer “a América grande novamente”, como prega Donald Trump, seria preciso fechar as fronteiras dos EUA ao tráfico.
Mas não é exatamente esse o efeito geopolítico de um ensaio de guerra com aviões e seus mísseis deslizando em direção à América Latina. Os ataques às pequenas embarcações, que têm sido realizados pelos EUA, e já mataram dezenas de pessoas – supostamente traficantes – sem a transparência que seria de se esperar de um governo democrático, aparecem agora como prelúdio de estratégia maior, ainda indefinida, mas a cada dia mais aterrorizante para o continente e o mundo inteiro. O que se pretende com movimentos beligerantes que não se importam com as leis internacionais, ou com as instituições nacionais?
Ao que se vê, a Colômbia e a Venezuela estão na mira de Trump na nova escalada contra o narcotráfico. A questão é, pela primeira vez, não apenas tratar os traficantes como terroristas, mas também incluir os governos dos países no alvo potencial da guerra que, segundo o próprio Trump, não requer declarações para ser aberta. Segundo o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, o porta-aviões está em curso para “monitorar e desmantelar atividades e atores e atividades ilícitas”. Se, no entanto, o presidente norte-americano considera os chefes de Estado dos dois países como parte da rede criminosa, invasões e bombardeios em outra escala não podem ser descartados. E a guerra ao tráfico se transforma em guerra entre nações.
Os traficantes não são vítimas de nada, nem de ninguém. Merecem o tratamento de criminosos, sendo julgados pelos crimes que cometem. Mas a ampliação do combate ao tráfico com o uso da estrutura militar de um país sobre outro, segue na trilha de invasões recentes – na Ucrânia e em Gaza – que deixam destruição e mortes, em nome de causas que se tornam cada vez mais vagas. Como se o importante seja queimar munição e estabelecer a força para mostrar o poder da violência no horizonte, através de milhares de drones ou de um porta-aviões.



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