Aprovado por grupos com mais influência na opinião pública, Lula tenta consolidar um discurso de vítima de Bolsonaro e Trump diante de crise.
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
Quem mais pode comemorar a pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (16) com a aprovação e a desaprovação do governo federal é o Lula (PT) do futuro. Porque o Brasil caminha para uma crise econômica e a sobrevivência política nessa crise vai depender de quem será apontado como culpado por sua origem.
O Lula do presente ainda está trabalhando para garantir que os culpados sejam Donald Trump e os bolsonaro que o provocaram daqui e de lá, pai e filho. Por enquanto, o discurso de “união nacional” contra as tarifas americanas está funcionando.
Impacto
Na região mais impactada por uma possível taxação dos EUA, a diferença entre desaprovação e aprovação do governo foi reduzida. Entre os mais escolarizados, também. Estes são os primeiros que percebem os problemas e os primeiros que reagem.
A pesquisa Quaest, é bom lembrar, foi realizada entre os dias 10 e 14 de julho, um período em que o impacto com a carta de Trump estava no auge.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
Sudeste
No Sudeste, o presidente viveu uma sequência difícil ao longo do último ano. Em julho de 2024, havia equilíbrio: 48% de aprovação e 48% de desaprovação.
Mas, até março de 2025, esse quadro se deteriorou rapidamente: a aprovação caiu para apenas 32% e a desaprovação explodiu para 64%. O Sudeste, que foi decisivo na vitória de 2022, parecia perdido.
Reação
Agora, em julho, a curva se inverte. Lula recupera oito pontos percentuais, chegando a 40% de aprovação, enquanto a desaprovação caiu para 56%. A diferença ainda é grande, mas o movimento de reação é real e, mais que isso, estratégico. Retomar parte desse eleitorado urbano, economicamente ativo e formador de opinião é fundamental para qualquer tentativa de reconstrução da imagem do governo.
Recuperação
Algo semelhante ocorre entre os eleitores com ensino superior completo. Em março deste ano, Lula vivia seu pior momento com esse grupo: apenas 33% aprovavam seu governo, enquanto 65% desaprovavam.
Em julho, os números se aproximam: 45% de aprovação contra 53% de desaprovação. Uma recuperação de 12 pontos em apenas quatro meses.
Estratégia
O trabalho do Lula do presente é fazer o que foi feito esta semana. Reunir empresários, buscar interlocutores e tentar construir pontes para amenizar o baque que virá.
Ele já tem algum apoio daqueles que serão afetados primeiro, como mostra a pesquisa. Mas por que esses números são importantes para o “Lula do futuro”?
Influência
É que os estados mais prejudicados com as taxas americanas serão os do Sudeste. É lá que o desemprego pode aumentar mais. E os que têm maior escolaridade são, em geral, mais capazes de influenciar a opinião pública caso a crise chegue (e sempre chega) aos mais pobres, com menor escolaridade.
Lula está, agora, construindo narrativas que vão lhe proteger nos momentos mais difíceis que virão.
Percepção
Na pesquisa, a aprovação e desaprovação entre os que têm escolaridade mais baixa, menor poder aquisitivo e estão em outras regiões, menos afetadas pela possibilidade de prejuízo com as taxas de Trump, não se alteraram muito.
Este é um público, como lembrou o sociólogo e especialista em pesquisas Maurício Garcia, em entrevista ao Passando a Limpo da Rádio Jornal, que só percebe as crises quando elas chegam às prateleiras dos supermercados.
Narrativa
O Lula do futuro pode ser beneficiado por algo que está sendo construído no presente que é a “responsabilidade Bolsonaro/Trump/Direita”.
Quando os preços aumentarem e o desemprego bater, haverá um certo consenso de que “até Lula é vítima, coitado”. E isso pode acontecer já bem próximo da eleição de 2026.



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2584190806.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2582298724.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)







/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2584190806.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)

