A ausência prevista do governador de SP no ato bolsonarista pode ser o primeiro passo real para construir candidatura sem depender de Bolsonaro.
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A ausência prevista do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no próximo evento bolsonarista na Avenida Paulista, neste domingo (3), sinaliza claramente uma mudança estratégica no posicionamento político do governador.
Alegando questões médicas, já que passará por um procedimento de radioablação na tireoide no mesmo dia e hora, Tarcísio tem dito que não poderá comparecer e deve evitar não apenas a exposição pública ao lado de Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados mais radicais, que lhe empresta rejeição com o publico à esquerda e ao centro, mas também um possível agravamento negativo de sua imagem junto à direita.
Tarcísio, nos últimos dias, virou alvo até de Eduardo Bolsonaro, que o acusa de querer ser candidato a presidente e não defender o pai dele publicamente. O exame foi marcado para um horário bastante estratégico no domingo.
Recuo estratégico
Ao longo dos últimos meses, Tarcísio vinha sendo advertido por analistas políticos e por pesquisas qualitativas que a insistência em manter proximidade com o bolsonarismo poderia custar-lhe caro eleitoralmente.
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O cientista político Adriano Oliveira, em artigo recente no Jornal do Commercio e também em entrevistas ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, foi enfático ao apontar Tarcísio como um “estrategista político fraco” por insistir em se aproximar de Bolsonaro, cuja rejeição segue alta, capaz de contaminar todos aqueles que se associam ao seu nome.
Um episódio de bastidor, no qual teria se prontificado a assinar um perdão para Bolsonaro caso fosse presidente, chamou a atenção para essa vinculação negativa.
Momento de ruptura
A decisão de não comparecer ao ato bolsonarista pode ser o primeiro passo de um processo mais amplo e estratégico de ruptura. Tarcísio, apesar de ter subido ao palanque com Bolsonaro em junho passado, já vinha adotando uma retórica mais moderada, evitando ataques diretos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e concentrando suas críticas no governo Lula. Por isso, inclusive, virou alvo dos bolsonaristas mais radicais. Porque a ordem era bater em Moraes e no Supremo.
O comportamento de Tarcísio, até agora, vinha sendo o do rejeitado sem nenhum amor próprio. Aquele que procura amizade entre os que o xingam, mas segue voltando para eles porque ainda não sabe fazer amigos fora dali. É uma relação tóxica e deprimente, que precisa ter uma saída. Isso se ele, realmente, pensa em ser candidato a presidente.
Realinhamento político
Essa mudança na estratégia política pode ser lida como uma tentativa de realinhamento, especialmente quando o governador percebeu que as retaliações econômicas dos EUA não foram suficientes para pressionar as instituições brasileiras nem o presidente Lula. As tarifas americanas contra produtos brasileiros, embora preocupantes, não atingiram o grau de impacto esperado por Bolsonaro e aliados.
Por outro lado, as sanções impostas pelo governo americano contra ministros do STF não provocaram a crise institucional que os bolsonaristas mais radicais imaginavam. Tarcísio se contaminou feio quando ficou sem reação diante das ameaças dos EUA, sem saber se aplaudia ou criticava Trump. No evento deste domingo, é certo que haverá mensagens de apoio às ações de Trump. O governador do estado que mais industrializado do país não deveria correr o risco de estar lá.
Desafio à frente
No entanto, o afastamento do bolsonarismo não será simples. Há o risco de perder o apoio radical sem conquistar plenamente a confiança dos moderados. Ele precisará encontrar rapidamente um novo equilíbrio, sinalizando claramente uma agenda própria, distinta do legado bolsonarista. Isso só acontecerá se Tarcísio tiver personalidade firme, inteligência e coragem para colocar seus interesses e sua pauta nas ruas, independente do ex-chefe.
É bom que consiga, porque se não tiver essas qualidades, aliás, será a prova de que não serve também para ser presidente. Este domingo pode representar o marco inicial dessa nova estratégia política, decisiva para o futuro do governador paulista. Se houver um futuro para ele.


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