Novo filme de Bernard Lessa acompanha os dilemas de médico que atua em uma comunidade indígena no ES; pernambucano Guga Patriota está no elenco
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O novo longa-metragem do capixaba Bernard Lessa, “O Deserto de Akin“, estreia nos cinemas nesta quinta-feira (31), trazendo à tona um tema ainda recente na memória brasileira, mas pouco explorado no audiovisual: a partida dos médicos cubanos do Brasil após as eleições de 2018.
A narrativa acompanha os dilemas de Akin (Reynier Morales), médico que atua em uma comunidade indígena no Espírito Santo. A trama foi inspirada em histórias de profissionais do programa Mais Médicos, criado durante o governo Dilma Rousseff e descontinuado na gestão de Jair Bolsonaro.
Em um contexto de ascensão da extrema-direita, o protagonista — um médico cubano, negro e bissexual — precisa decidir entre permanecer no Brasil ou retornar a Cuba.


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O roteiro da ficção foi baseado em pesquisas literárias e de campo com médicos cubanos que atuaram no Espírito Santo. O protagonista é interpretado pelo próprio Reynier Morales, que veio ao Brasil pela primeira vez para participar do filme e recebeu o prêmio de Melhor Ator no Festival do Rio. Completam o elenco principal Ana Flávia Cavalcanti e o pernambucano Guga Patriota.
“Acho que vivemos um tempo de masculinidade em crise, e a figura do Akin traz outra possibilidade de masculinidade: do carinho, do afeto, do cuidado, da vulnerabilidade também”, afirma o diretor, em entrevista ao JC.
Ideia e pesquisa
“No começo da pandemia, lembro de acompanhar notícias de brigadas de médicos cubanos enfrentando aquele vírus então desconhecido. Isso me tocou muito. Ainda estava muito viva a memória da partida dura e repetida desses profissionais, marcada por episódios de xenofobia, como vimos no aeroporto de Fortaleza”, conta Bernard.
Segundo o diretor, também responsável por Matéria Noturna, o cenário político de 2018 foi o “estalo” que o motivou a desenvolver o projeto, realizado com recursos da Lei Aldir Blanc.


“Queria tirar esse fato histórico do rodapé e transformá-lo em algo sensível, retratando essa sensação de partida.
Sobre possíveis paralelos com o presente, Bernard avalia: “O bolsonarismo está um pouco em cheque, mas a extrema-direita avança globalmente. Não vejo o filme como uma celebração do que passou. Para mim, é uma forma de começar a fabular”.
“O legado dos médicos cubanos no país é de cuidado e atenção, com uma medicina preventiva, atenciosa, não focada apenas em tratamento de sintomas. Hoje, há muitas regiões carentes, como percebemos desde que começamos a trajetória do filme em festivais. Por mais que exista vontade política no governo Lula, reconstruir esse projeto é difícil. Fica claro que precisamos defender o SUS. Precisamos preservá-lo até onde pudermos”, completa.
Prêmios e festivais
A primeira exibição de “O Deserto de Akin” foi no Festival do Rio. Depois da estreia mundial, o filme passou pela Mostra de Cinema de Gostoso, pelo Festival de Havana — cidade natal do protagonista — e pelo Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador, onde venceu o prêmio de Melhor Roteiro, assinado por Bernard Lessa.
Antes de chegar ao circuito comercial, o longa participou também da 32ª edição do Festival de Vitória, onde foi premiado como Melhor Filme, pelo júri popular, e Melhor Fotografia, pelo trabalho de Heloisa Machado.
Saiba como assistir aos Videocasts do JC




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