Veículos de comunicação ficarem impedidos de realizar entrevista porque o entrevistado, que ainda nem foi condenado, pode ser preso, é censura prévia.
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
Lula (PT) foi preso em abril de 2018. Em 19 de novembro de 2017, no meio de seu processo judicial, deu entrevista ao jornal francês Le Monde. Cinco dias depois, concedeu outra entrevista, à Agência EFE, que foi reproduzida pelo portal UOL no Brasil. Em dezembro concedeu uma entrevista a outro portal “Brasil de Fato”, entre outros veículos.
Em todas as falas que fez à imprensa naquele período, pouco antes de ser preso, fez discurso de estadista, reclamou dos magistrados que o julgavam e reclamou do governo em curso na época, de Michel Temer (MDB). Depois, já às vésperas da prisão em 2018, deu novas entrevistas e gravou vídeos para a internet. Em 1º de março, falou para a France Press e a entrevista foi divulgada por vários portais brasileiros, inclusive o UOL.
Discurso e denúncia
Na ocasião dessas entrevistas, Lula disse que havia uma “armação” para condená-lo. “Os meus adversários e uma grande parte da elite econômica brasileira não querem que eu seja candidato à Presidência da República, e a única forma que eles encontraram para evitar que eu seja candidato foi uma quantidade de mentiras, uma quantidade de inverdades, ou seja, quase que um crime contra nossa própria Constituição. Eu tenho desafiado a Polícia Federal, o Ministério Público, o juiz a provar um crime que eu tenha cometido”, declarava Lula aos jornalistas.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
Liberdade garantida
Essas entrevistas eram fruto de algo caro à Constituição e à Democracia que é a liberdade de expressão, natural a um brasileiro que, naquele momento, mesmo já estando condenado, aguardava julgamento sobre um recurso e ainda estava em posse de todos os seus direitos.
Não haveria motivo para essas entrevistas serem lembradas hoje, não fosse a proibição que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ainda nem condenado, recebeu de fazer o mesmo. Para o ministro do STF Alexandre de Moraes, Bolsonaro não pode dar entrevistas. É preocupante, porque não se trata de um condenado, sob a batuta da Lei de Execuções Penais.
Risco à justiça
Mesmo que 10 entre 10 analistas políticos e especialistas no Judiciário digam que Bolsonaro já tem condenação certa, nenhum juiz pode tratá-lo dessa maneira. Muito menos o juiz que será responsável pela sua condenação futura, porque esse tipo de atitude prejudica a credibilidade do resultado final.
Para completar a tragédia, a proibição de Alexandre de Moraes impedindo que Bolsonaro dê entrevistas parece apontar para o “risco futuro” de que ele comprometa a ordem social e econômica brasileira com suas palavras. E aí o problema é imenso.
Censura velada
Porque no Brasil livre, democrático, republicano, mesmo alguém que comumente fale aquilo que cavalos despejam ao chão não pode ser impedido de fazê-lo neste país, por mais abjeto que pareça, desde que assuma suas consequências e pague pela sujeira depois.
Porque se não for assim estaremos sob a atividade de uma censura prévia, que é coisa de ditadura. E à ditadura, sim, deve-se nojo.
O silêncio
Veículos de comunicação formalmente estabelecidos ficarem impedidos de realizar entrevista porque o entrevistado, que ainda nem foi condenado, pode ser preso caso fale, pode ser considerado um meio de censura prévia.
Estar num documento judicial, assinado por um magistrado, não transforma um erro em um acerto. E isso é muito grave pelo risco de, não havendo forte crítica da opinião pública, tornar-se semente de algo pior.
A tirania sempre estreia de capa e espada, disfarçada de coragem e heroísmo. Antes que ela surja, é necessário ter atenção.



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2579104163.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)




/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2579067966.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)






/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2579104163.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)

