Candidatos defenderam a manutenção ao subsídio do transporte público e divergiram sobre o tamanho da população em situação de rua
Publicado em 26/10/2024 às 8:44
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Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL) protagonizaram um debate morno na noite desta sexta-feira, 25, dois dias antes da votação que elegerá o próximo prefeito de São Paulo. O prefeito defendeu sua gestão e se vendeu como liberal, enquanto o psolista tentou pintar o rival como alguém sem pulso e rodeado de suspeitas de corrupção. O encontro foi promovido pela TV Globo.
Pablo Marçal (PRTB), terceiro colocado no primeiro turno com 28% dos votos, sequer foi citado. Mais cedo, Boulos participou de uma sabatina promovida pelo influenciador em uma tentativa de conquistar parte do eleitorado de Marçal, que declarou que anulará o voto após Nunes recusar convite para participar.
Nunes começou o debate exaltando sua parceria com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e explorando a ausência de Boulos em uma votação na Câmara dos Deputados de um projeto de lei para aumentar a pena de criminosos. O prefeito também disse que o rival é favorável a descriminalização das drogas, do aborto e a desmilitarização da Polícia Militar e que diz ter mudado de posição por conveniência eleitoral.
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Em um gesto à direita, defendeu concessões e parcerias público-privadas, mencionou que reduziu impostos sobre aplicativos de streaming e lembrou o acordo com o então presidente Jair Bolsonaro (PL), seu aliado, para acabar com a dívida da Prefeitura com a União.
Boulos se colocou como o candidato da mudança e afirmou que sua missão era mostrar aos paulistanos que Nunes não foi um bom prefeito e que faltou firmeza ao emedebista nos momentos em que a população mais precisava. “Você não teve pulso para enfrentar a Enel como deveria, apoiou a privatização da Sabesp em troca de apoio eleitoral (de Tarcísio) e tivemos a privatização dos cemitérios”, declarou, acrescentando que os custos para realizar velórios e enterros subiu.
O candidato do PSOL, que se comprometeu a ter responsabilidade fiscal, se defendeu ao dizer que defende a descriminalização do usuário de maconha, mas que traficantes são criminosos e precisam ser alvo da polícia. Em seguida, pressionou Nunes a responder se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que apoia o prefeito, acertou na gestão da pandemia. O emedebista inicialmente tergiversou, mas depois respondeu.
“São Paulo na minha gestão se tornou a capital mundial da vacina. A vacina que você tomou foi o Bolsonaro que mandou para cá. Não sou julgador do presidente”, disse Nunes. Durante a campanha, em aceno aos bolsonaristas, o prefeito disse que passou a ser contra a obrigatoriedade da vacina e a considerar que foi um erro o fechamento do comércio.
Os candidatos puderam circular pelo estúdio, o que levou Nunes a ironizar e dizer que Boulos estava “invadindo” seu espaço por diversas vezes. Boulos, por sua vez, repetia que o adversário estava nervoso e gaguejando.
A ex-prefeita Marta Suplicy (PT), candidata a vice na chapa de Boulos, também foi citada no debate. Ela era secretária na gestão Nunes até o início do ano, mas pediu demissão para voltar ao PT, partido que deixou em 2015, e se aliar ao PSOL após articulação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Você poderia perguntar para ela como foi liderar o processo de impeachment da Dilma Rousseff”, respondeu Nunes em tom de ironia após ser questionado por Boulos sobre o que pensava do governo feito pela petista na capital paulista.
Troca de acusações e problemas judiciais
Se os dois primeiros blocos foram sobre temas da cidade, no terceiro, quando o programa já superava uma hora de duração, o assunto passou a ser a relação dos candidatos com a Justiça. Boulos mencionou a Máfia das Creches, esquema de desvio de recursos públicos no qual Nunes é investigado. Segundo o psolista, o prefeito recebeu dois cheques em sua conta de uma entidade envolvida no esquema.
“Se os cheques foram pelo serviço prestado, por que foi depositado na sua conta pessoal e não na da empresa?”, questionou Boulos.
Nunes respondeu que o Ministério Público investigou o caso e que seu sigilo fiscal foi quebrado. “Não foi identificado nada porque eu não devo nada. Tenho uma vida limpa, nunca tive indiciamento nem condenação. Todos os recebimentos da minha empresa foram por serviços prestados”, continuou o prefeito.
Assim como no último debate, Nunes leu a manifestação de um promotor e afirmou que Boulos fugiu da Justiça por seis anos para conseguir a prescrição de uma ação por dano ao patrimônio público registrada durante uma operação de reintegração de posse em 2012.
O candidato do PSOL manteve a linha e citou denúncia de Nunes em um episódio ocorrido em 1997 no qual o prefeito deu tiros para o alto na frente de uma boate em Embu das Artes. Boulos também acusou o prefeito de ter o ex-cunhado de Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), como chefe de gabinete da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb).
“Esse rapaz entrou em 1988 por concurso. Passou pela gestão da Erundina, da Marta, do Haddad, do Bruno, do Doria, Kassab, Serra. É um funcionário de carreira. A irmã dele, que eu nunca vi na minha vida, morreu há 22 anos, e era irmã desse cara. Ele exerce uma função administrativa”, respondeu Nunes.
Ao final, ambos os candidatos defenderam a manutenção ao subsídio do transporte público, divergiram sobre o tamanho da população em situação de rua – estudo da UFMG aponta que há 80 mil pessoas nessa situação, mas Nunes diz que o número é menor -, mas concordaram que o “Pode Entrar”, programa de habitação da Prefeitura, é uma boa iniciativa.
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