No Dia Nacional do Livro, lembre obras brasileiras recomendadas pela Folha

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No Dia Nacional do Livro, lembre obras brasileiras recomendadas pela Folha


Em 29 de outubro, comemora-se o Dia Nacional do Livro. A data é uma homenagem à Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro, fundada nesta mesma data em 1810.

Para celebrar o livro, relembramos algumas indicações de livros brasileiros feitas na série de vídeos do Painel das Letras, apresentada pelo editor Walter Porto.

Dentre uma diversidade de temas, formatos e autores, a Folha reúne obras que apresentam diferentes aspectos de um mesmo país. Confira as dez recomendações:

‘Gente às Janelas’ de João do Rio

João do Rio foi o homenageado da Flip deste ano. O cronista flanador registrou o Rio de Janeiro no começo do século 20, período de transformações drásticas orquestradas pela República recém-implantada. “Gente às Janelas” reúne 33 crônicas raras e inéditas que ilustram a variada produção do autor, retratando desde os mais chiques ambientes da capital carioca até os sombrios becos e vielas da cidade.

‘Melhor Não Contar’ de Tatiana Salem Levy

“Melhor Não Contar” é o romance autobiográfico no qual Tatiana Salem Levy relata os abusos sexuais recorrentes que sofreu do padrasto. Na obra, Tatiana e sua mãe, Helena, são identificadas pelos nomes reais, mas o padrasto nunca é nomeado, porque não se trata de um livro de denúncia.

‘Nostalgias Canibais’ de Odorico Leal

O tradutor e pesquisador Odorico Leal fez sua estreia literária com um conjunto de cinco narrativas que têm o Paraíso, o Jardim do Éden, como temática e fio condutor. Revisitando a história do Brasil, do período colonial até a crescente polarização política, “Nostalgias Canibais” aborda temas sensíveis e polêmicos com humor.

‘Puro’ de Nara Vidal

A escritora e crítica literária Nara Vidal conta a história de uma cidade fictícia no interior de Minas Gerais, onde notáveis cidadãos desenvolvem estratégias para salvar o mundo dos negros e doentes. “Puro” é ambientado nos anos 1930 e, apesar de ser uma narrativa ficcional, causa incômodo por seus encontros com a realidade.

‘Chupim’ de Itamar Vieira Junior

Itamar Vieira Junior volta ao cenário de seu “Torto Arado” com “Chupim”, a história de um menino cuja família vive e trabalha em um arrozal. Em seu primeiro título infantojuvenil, conhecemos o menino Julim, que trabalha, junto com outras crianças, espantando os chupins, pássaros que tentam comer os grãos da colheita. A obra é complementada por pinturas da artista plástica Manuela Navas.

‘Ninguém Quis Ver’ de Bruna Mitrano

Bruna Mitrano trata das muitas violações normalizadas no cotidiano de pessoas que, assim como ela, vivem na periferia. “Ninguém Quis Ver” se desnuda como revolta e denúncia e aprofunda reflexões sobre a vida à margem, geográfica e social.

‘Baviera Tropical’ de Betina Anton

“Baviera Tropical” conta a história de Josef Mengele, médico apelidado de “anjo da morte” que servia ao governo nazista alemão durante a segunda guerra e que morreu no Brasil já idoso e sob um nome falso. A busca da jornalista Betina Anton começa com uma experiência pessoal –uma de suas professoras do colégio que escondia a verdadeira identidade de Mengele.

‘Os Substitutos’ de Bernardo Carvalho

O romancista Bernardo Carvalho escreve sobre uma relação de pai e filho que brigam irremediavelmente e discordam sobre tomar uma atitude que arruinará a vida de um homem perverso. O drama de “Os Substitutos” é ambientado em uma viagem à Amazônia durante a ditadura militar, mesclando a história familiar a temas ecológicos urgentes.

‘O Céu para os Bastardos’ de Lilia Guerra

Lilia Guerra pinta mosaico opulento da vida na periferia pelos olhos de Maria Expedicionária, uma empregada doméstica. “O Céu para os Bastardos” registra com delicadeza e comicidade, histórias de moradores desse espaço marginalizado que expõe graves questões sociais.

‘Submundo: Cadernos de um Penitenciário’ de Abdias Nascimento

Em relato que mistura depoimento pessoal, imaginação sociológica e narrativa biográfica, o artista visual e ativista Abdias do Nascimento denuncia a subvida no Centro de Detenção do Carandiru. “Submundo: Cadernos de um Penitenciário” destrincha as falhas de um sistema que propõe a regeneração mas promove um ambiente embrutecedor.



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