Substância sintética com grande poder anestésico gera alto risco de overdose, por isso nunca foi liberada para uso e só é encontrada no mercado ilegal
Publicado em 28/01/2025 às 12:01
| Atualizado em 28/01/2025 às 12:14
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A crescente circulação no País dos nitazenos, substâncias sintéticas com grande poder anestésico e de alto risco de overdose, tem preocupado o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Um estudo sobre o entorpecente, cujo venda é proibida, e o mercado ilegal dele foi concluído na última semana.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os nitazenos foram desenvolvidos na década de 1950 como uma alternativa à morfina, mas não foram liberados para o uso por causa do perigo de resultar em overdose ao paciente e alta dependência.
A droga faz parte do grupo dos opioides, cuja origem vem da planta papoula. O estudo indicou que as substâncias são capazes de aliviar a dor aguda e crônica, devido à potente ação sedativa que resulta em sonolência e efeitos anestésicos, úteis em procedimentos cirúrgicos e em tratamentos medicamentosos.
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Mas os opioides também produzem euforia, sensações de prazer e de recompensa, por isso tem crescido o uso irregular. Os nitazenos podem ser 40 vezes mais potentes que o fentanil, também usado como anestésico.
Estima-se que 60 milhões de pessoas no mundo tenham feito uso dessas substâncias em 2022.
No último ano, agências de controle de medicamentos nos Estados Unidos, Reino Unido e outros países da Europa relataram o aumento na quantidade de overdoses e mortes associadas ao uso de nitazeno.
O estudo de monitoramento do mercado dessa droga no Brasil foi elaborado pelo Centro de Estudos sobre Drogas e Desenvolvimento Social Comunitário (Cdesc), em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc).
“A questão é preocupante, não por sua disseminação, mas pela potência e pelos perigos relacionados. A ideia é monitorar esses riscos e nos preparar para enfrentar uma possível escalada da situação”, afirmou a titular da Senad, Marta Machado, em evento no Palácio da Justiça na última sexta-feira (24).
USO CONCENTRADO NO EIXO SUL-SUDESTE
A pesquisa destacou que as apreensões dos nitazenos têm se tornado mais frequentes no Brasil. De julho de 2022 a abril de 2023, por exemplo, eles estavam presentes em 133 amostras de 140 apreendidas (95%) pela Polícia Civil de São Paulo. Também foram feitas apreensões em Minas Gerais e Santa Catarina e pela Polícia Federal.
O tipo mais comum do nitazeno identificado foi o metonitazeno, em forma de vegetal seco e fragmentado, o que sugere o uso por via inalatória (fumada).
“Embora a circulação dessas substâncias possa estar concentrada no eixo sul-sudeste, é essencial que o Brasil adote medidas em múltiplas frentes para lidar com as NSP [novas substâncias psicoativas], incluindo os nitazenos”, apontou relatório do estudo.



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