Com ideias alinhadas às do presidente dos Estados Unidos, Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, planeja retirar palestinos da Faixa de Gaza
Publicado em 06/02/2025 às 22:34
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O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ordenou nesta quinta-feira (6), que o Exército promova um plano para a saída voluntária da população da Faixa de Gaza. A decisão ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um possível deslocamento dos habitantes do local.
“Pedi ao Exército israelense para preparar um plano para permitir que os habitantes de Gaza saiam voluntariamente”, disse em comunicado.
O objetivo é permitir “a saída de qualquer residente de Gaza que deseje, para qualquer país que os aceite”, acrescentou. “O plano incluirá opções de saída através das passagens terrestres, assim como medidas especiais para saídas por mar e ar”, concluiu.
A orientação se alinha à polêmica ideia apresentada por Trump de “limpar” Gaza e transferir seus habitantes para países próximos, como Egito e Jordânia.
Katz celebrou “o plano audacioso de Trump, que permitiria a uma ampla parte da população de Gaza a realocação em diversos lugares do mundo”.
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O ministro acredita que isso ajudará os moradores de Gaza que desejarem se “integrar bem nos países de acolhida e também facilitará o avanço dos programas de reconstrução para uma Gaza desmilitarizada e livre de ameaças”.
Katz não explicou se o plano contempla a permissão de trânsito por Israel dos habitantes de Gaza que desejarem partir para o exílio.
No momento, Israel proíbe que os habitantes de Gaza deixem o território e o único ponto de passagem para o Egito está aberto apenas para transferências médicas, que acontecem de maneira limitada.
Além disso, o único aeroporto de Gaza foi destruído durante a Segunda Intifada (2000-2005) e o território não possui um porto para o transporte de passageiros.
Plano de Trump
Na última terça-feira (4), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou que Washington poderia “assumir” o controle da Faixa de Gaza para garantir a reconstrução do enclave palestino, totalmente devastado pela guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas.
Em uma coletiva de imprensa ao lado do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, o presidente americano disse que quer reconstruir o território e deslocar todos os mais de 2 milhões de palestinos para países próximos durante a eventual reconstrução.
“Os EUA tomarão conta da Faixa de Gaza, nós faremos um trabalho com ela. Nós a possuiremos e seremos responsáveis por desmantelar todas as bombas perigosas não detonadas e outras armas no local”, disse Trump.
O presidente americano, que atuava como empresário de sucesso no ramo imobiliário, afirmou que Gaza poderia se transformar em uma “Riviera do Oriente Médio”, com a possível construção de diversos hotéis que poderiam trazer empregos para a população do enclave.
Trump lançou a ideia após a visita de seu enviado especial para o Oriente Médio, Steve Wittkof, a Faixa de Gaza na semana passada. Em entrevista ao portal americano Axios, Wittkof afirmou que a reconstrução do enclave poderia demorar de 10 a 15 anos. “É impressionante a destruição, não há água e nem eletricidade. Foi importante ir até Gaza para ver isso”, apontou o enviado.
Um dia depois, a Casa Branca sinalizou que tropas americanas não seriam enviadas para Gaza e que o deslocamento de palestinos seria “temporário”. Trump afirmou que o Exército israelense entregaria Gaza para os americanos e que os palestinos já teriam sido deslocados.
Netanyahu e aliados apoiam proposta
Netanyahu, que em um primeiro momento ficou surpreso com as declarações de Trump, ressaltou que apoia a ideia do republicano em uma entrevista à emissora conservadora americana Fox News.
“Esta é a primeira boa ideia que ouvi. É uma ideia notável e penso que deveria ser realmente examinada e realizada porque criará um futuro diferente para todos”, apontou Netanyahu. “O que há de errado em permitir que os habitantes de Gaza que queiram partir saiam? Eles podem sair e depois podem voltar”.
A ideia também foi recebida com entusiasmo pela extrema direita israelense, que ventila a proposta há anos. O ministro da Economia, Bezalel Smotrich, afirmou que gostaria que a ideia fosse implementada imediatamente. Já Itamar Ben-Gvir, ex-ministro da Segurança Nacional, disse que esta é a solução para o “problema de Gaza” e a “estratégia para o fim da guerra”.
Ben-Gvir afirmou também que poderia voltar à coalizão de Netanyahu com a implementação da proposta. Ele saiu após o gabinete do primeiro-ministro aprovar a realização da primeira fase do cessar-fogo com o grupo terrorista Hamas, que começou no dia 19 de janeiro.
Criticas
A ideia de Trump foi recebida com críticas pela oposição democrata, organizações internacionais e países como Jordânia e Egito, que se recusam a receber palestinos de Gaza. Amã e Cairo apontam que poderiam quebrar o acordo de paz com Israel caso a proposta seja executada.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, considerou o plano de Trump como uma forma de limpeza étnica. “Na busca de soluções, não devemos piorar o problema”, disse Guterres, em uma reunião anual de um comitê da ONU que protege os direitos dos palestinos. “É fundamental manter-se fiel à base do direito internacional.
A Arábia Saudita, um importante aliado americano, criticou com dureza a ideia de Trump de assumir o controle da Faixa de Gaza, observando que seu longo apelo por um Estado palestino independente era uma “posição firme, constante e inabalável”. Riad ressaltou que não firmaria com acordo de paz com Israel sem que um Estado palestino fosse criado.
Cessar-fogo
A proposta do republicano ocorre durante a primeira fase do cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas. Antes das declarações de Trump, esperava-se que a negociação da segunda fase do acordo de trégua seria a manchete principal da visita de Netanyahu à Casa Branca.
Trump conseguiu pressionar Netanyahu para selar a primeira fase do acordo de trégua e a administração já sinalizou que quer avançar com a negociação. Mas o Catar, que atua como um dos mediadores do cessar-fogo, teme que a ideia de Trump para Gaza possa prejudicar a segunda fase da trégua.
COM INFORMAÇÕES DA AP


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