‘Nem todos compreendem a necessidade de apoio público à cultura’, diz Raquel Lyra sobre impasse no Circuito Literário

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‘Nem todos compreendem a necessidade de apoio público à cultura’, diz Raquel Lyra sobre impasse no Circuito Literário


‘O dinheiro do povo de Pernambuco é também o dinheiro dos fazedores de cultura’, defendeu a governadora em lançamento do Festival Pernambuco Meu País

Por

Emannuel Bento


Publicado em 11/07/2025 às 13:54
| Atualizado em 11/07/2025 às 19:28



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A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), participou nesta sexta-feira (11) do lançamento da programação do Festival Pernambuco Meu País, no Cais do Sertão, no Centro do Recife.

Ao defender o investimento público no evento, que contará com mais de R$ 30 milhões em recursos, a gestora destacou a importância de “políticas públicas de verdade” para o setor cultural.

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“Recentemente, estávamos realizando o Circuito Literário de Pernambuco e houve pessoas que não compreenderam a força da cultura e a necessidade de subsídio, de política pública, para financiá-la, querendo questionar o investimento em movimentos como esse”, declarou.

A fala foi uma referência indireta ao pedido de medida cautelar apresentado pelo deputado estadual Waldemar Borges (PSB), presidente da Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), contra a realização do Circuito Literário de Pernambuco (Clipe) 2025.

Impasse envolvendo o Clipe

No primeiro semestre, Borges questionou a contratação, sem licitação, da empresa Andelivros para execução do projeto e do repasse do chamado “Bônus Livro” — benefício financeiro concedido a professores da rede estadual para compra de obras literárias durante o evento.

Em razão disso, a Primeira Câmara do Tribunal de Contas do Estado (TCE) emitiu um alerta formal à Secretaria de Educação. A pasta informou que o bônus não é exclusivo da Andelivros, sendo válido para todas as feiras apoiadas pelo governo.

Atualização de cachês


Miva Filho/Secom

Raquel Lyra entre homenagem a mestra Severina Lopes no lançamento da segunda edição do Pernambuco Meu País, no Recife – Miva Filho/Secom

Ainda em seu discurso, Raquel Lyra ressaltou que, apesar das críticas, o governo continuará investindo na cultura.

“Nós resistiremos porque temos vocês, artistas, para resistir. O dinheiro do povo de Pernambuco é também o dinheiro dos fazedores de cultura do nosso Estado. Não venham querer nos retalhar, porque nosso povo é resistente, somos como um país e aprendemos a lutar pela democracia”, afirmou.

A governadora também enfatizou a necessidade de atualização dos cachês pagos aos artistas. “Precisamos dessa atualização para que não estejamos escravizando fazedores de cultura, que tudo o que merecem é liberdade, democracia e respeito”, acrescentou.

Futuro do Pernambuco Meu País

Ao final, Lyra defendeu o “fortalecimento do festival para que ele tenha continuidade nas próximas gestões“.

A segunda edição do Pernambuco Meu País será realizada em dez municípios, nas seguintes datas:

  • Salgueiro e Triunfo: 25 a 27 de julho
  • Buíque: 1º a 3 de agosto
  • Bezerros/Serra Negra e Taquaritinga do Norte: 8 a 10 de agosto
  • Pesqueira: 15 a 17 de agosto
  • Gravatá: 22 a 24 de agosto
  • Arcoverde e Riacho das Almas: 29 a 31 de agosto
  • Caruaru: 5 a 7 de setembro

O festival surgiu após um impasse com a Prefeitura de Garanhuns sobre a realização do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) em 2024, quando o município optou por promover o evento de forma independente.


Miva Filho/Secom

Auditório do Cais do Sertão, no Recife, durante lançamento da segunda edição do festival Pernambuco Meu País – Miva Filho/Secom

Diante da situação, o Governo do Estado decidiu destinar os recursos que tradicionalmente iriam para o FIG a diversas cidades, como parte de uma nova estratégia de interiorização cultural.

Desde o início do mandato, Raquel Lyra vem defendendo a retomada de um “circuito do frio”, modelo implementado no governo Jarbas Vasconcelos (1999-2006), que incluía cidades como Taquaritinga do Norte, Gravatá, Pesqueira e Garanhuns.

O projeto foi descontinuado durante o governo Eduardo Campos (PSB), embora o Estado tenha mantido o apoio a iniciativas culturais descentralizadas em diversos municípios ao longo dos anos.

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