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Um guia com dicas de filmes e séries para assistir no streaming
Eu tento não dizer eca para as coisas que os outros gostam, mas devo confessar que o novo filme da série “Jurassic World” não me pareceu nem um pouquinho interessante.
Em “Jurassic World: Recomeço”, uma trupe de mercenários precisa coletar o sangue de três espécies de dinossauros a mando de uma farmacêutica, que quer patentear um novo medicamento milagroso. No caminho até a ilha proibida onde estão os bichos, resgatam uma família cujo barco foi atacado por um monstrão aquático e dão de cara com um outro lagartão mutante.
Aqui na Folha, o Ivan Finotti escreveu que nem Scarlett Johansson salva o longa, cuja duração é uma das poucas coisas boas. No LA Times, Amy Nicholson diz que nem a atriz nem seu companheiro de cena Mahershala Ali provavelmente sentirão qualquer orgulho do filme, se é que se darão ao trabalho de assisti-lo.
Já a análise do hiperbólico David Ehrlich, na IndieWire, é intitulada “Pelo amor de Deus, será que algo pode matar todos os dinossauros de novo?”.
O filme tem seus defensores, mas não faltam exemplos de críticas eviscerando o novo esforço de Gareth Edwards (diretor) e David Koepp (roteirista), que chegou aos cinemas nesta quinta (3). O agregador Metacritic dá ao longa nota 52 de 100, numa média calculada a partir de valores atribuídos a 47 avaliações.
Na lista desta semana, então, trago filmes e séries cheios de dinossauros e afins que não são “Jurassic World: Recomeço”, para quem quiser escapar das garras do terrível “Distortus rex”, o dino mutante do novo filme.
Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros (1993)
Jurassic Park. Universal+, 127 min.
O primeiro item na lista tem que ser, é claro, o filme original, arrasa-quarteirões tão poderoso que continua rendendo novas (e piores) cópias mais de 30 anos depois.
Para poder abrir a visitas seu novo empreendimento, o milionário John Hammond (Richard Attenborough) convoca o paleontólogo Alan Grant (Sam Neill) e a paleobotânica Ellie Sattler (Laura Dern) para avaliar o estado dos animais do parque.
Os bichos, no entanto, não são os de qualquer zoológico: são dinossauros, cujo DNA foi reconstituído a partir do material encontrado em um mosquito preservado em âmbar. Ganância, tolice e imprudência rapidamente cobram seu preço.
O Mundo Perdido (1925)
The Lost World. Internet Archive (em inglês), YouTube (legendas em português), 106 min.
O diretor de “O Parque dos Dinossauros”, Steven Spielberg, dirigiu também sua primeira sequência, “O Mundo Perdido: Jurassic Park” (1997, Universal+), que é tido como um dos piores longas de sua carreira (também tem quem o defenda).
Mas este aqui é o antepassado original, adaptação de 1925 do livro de sir Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes e que faz uma aparição logo no começo. O filme já está em domínio público, então pode ser visto de graça pela internet. Nele, uma expedição parte da Inglaterra para a Amazônia em busca de um explorador perdido que, por meio de seus diários recuperados, diz ter provas de que os dinossauros ainda caminham na Terra, escondidos na selva.
Família Dinossauros (1991-94)
Dinosaurs. Disney+, quatro temporadas, 65 episódios.
Série clássica saída da fábrica de bonecos de Jim Henson (“Os Muppets”, “Vila Sésamo”), parodia com dinossauros as sitcoms familiares à la “Married with Children”, mas com menos desgosto por seus próprios personagens.
Os Flintstones (1960-65)
The Flintstones. Max, seis temporadas, 165 episódios.
Continuando nos clássicos, a Max tem em seu catálogo as seis temporadas da série animada original da produtora Hanna Barbera, sobre uma família da Idade da Pedra e seus amigos.
Primal (2019-)
Max, duas temporadas, 22 episódios.
Criada por Genndy Tartakovsky (“O Laboratório de Dexter”), esta animação quase sem diálogos acompanha um dos primeiros humanos pré-históricos, que se alia a um dos últimos tiranossauros após ambos serem vítimas de tragédias. Violento e dramático, o desenho é mais “Samurai Jack” que “Laboratório de Dexter”, com classificação indicativa de 16 anos. Uma terceira temporada está prometida para 2026.
The Meg. Max, 113 min.
Não é sobre dinossauros, mas o megalodonte que dá nome ao filme é um bicho pré-histórico e, como diria o Cookie Monster, “isso é bom o bastante para mim”. Se em termos de qualidade “Megatubarão” está mais perto de “Jurassic World: Recomeço” que de “Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros”, pelo menos todos os envolvidos sabem no que se meteram e resolveram se divertir.
O mergulhador Jonas Taylor (Jason Statham) tenta salvar a tripulação de um submarino nuclear atingido por uma criatura marinha misteriosa. Cinco anos depois, durante uma expedição na Fossa das Marianas, uma equipe que inclui a ex-mulher de Jonas é encurralada por um megalodonte —antepassado pré-histórico dos tubarões, de 23 metros de comprimento— e precisa de ajuda para derrotá-lo.
O que está chegando
As novidades nas principais plataformas de streaming
The Old Guard 2
Netflix, 105 min.
Lembra no começo da pandemia, em 2020, quando a Netflix lançou um filme de ação estrelado por Charlize Theron e dirigido por Gina Prince-Bythewood? Era uma adaptação de uma graphic novel sobre um grupo de imortais que lutam contra os malvados do planeta e uma recém-chegada à vida eterna, Nile (KiKi Layne). Pois nesta semana estreou um novo filme, agora com Uma Thurman como a grande vilã.
Depois da Vida (1998)
Wandafuru Raifu. Reserva Imovision, 118 min.
De Hirokazu Kore-eda. Um grupo de conselheiros ajuda, ao longo de uma semana, os recém-falecidos na escolha de uma única memória de suas vidas para preservar pela eternidade.
Sinners. Estreia nesta sexta (4) na Max, 138 min.
Surpresa nas bilheterias mundiais, este terror original de Ryan Coogler (“O Pantera Negra”) merece ser visto na maior tela disponível, com o celular trancado em outro cômodo.
Em 1932, dois irmãos gêmeos, Smoke e Stack (ambos interpretados por Michael B. Jordan) retornam ao Mississippi depois de um tempo envolvidos com facções criminosas em Chicago, decididos a abrir um bar para negros em sua vila segregada. Ao longo de um dia e uma noite, eles reencontram o primo, Sammie (o estreante Miles Catton), e seus grandes amores, mas também confrontam males inesperados.
eXistenZ (1999)
Chega nesta sexta (4) na Filmicca, 97 min.
Em 2030, videogames são jogados por meio de portas instaladas diretamente na coluna vertebral do jogador. A desenvolvedora Allegra Geller (Jennifer Jason Leigh) convence Ted Pikul (Jude Law) a testar seu novo jogo para garantir que não esteja danificado, embaralhando os limites entre a vida real e a virtual. De David Cronenberg.
O Segredo de Vera Drake (2004)
Vera Drake. Chega na segunda (7) ao Filmelier+, 125 min.
Uma mulher bondosa, Vera Drake (Imelda Staunton), ajuda a todos que encontra pelo caminho. Apesar da pobreza na Inglaterra do pós-guerra, ela e sua família acolhem vizinhos e outros necessitados. Tudo corre bem até que a polícia descobre que Vera faz abortos para mulheres da vizinhança. Rendeu indicações ao Oscar para Mike Leigh (direção e roteiro original) e Staunton (melhor atriz).
Veja antes que seja tarde
Uma dica de filme ou série que sairá em breve das plataformas de streaming
Perfume de Mulher (1992)
Scent of a Woman. Na Netflix até 15.jul, 156 min.
Charlie (Chris O’Donnell), bolsista em uma escola preparatória, aceita cuidar de Frank Slade (Al Pacino) durante o fim de semana de Ação de Graças. Slade é um veterano da Guerra do Vietnã que perdeu a visão num acidente e se tornou cínico e deprimido. Ele pretende se matar em breve, mas antes tem alguns objetivos. Pacino ganhou o Oscar de melhor ator por este filme.

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