Como as outras cantoras que compõem o line-up do Popload Festival 2025, a americana St. Vincent também chega ao evento no embalo de um disco recente muito bom. “All Born Screaming”, seu sétimo álbum solo e o primeiro que ela produziu sozinha, foi lançado em abril do ano passado e teve uma recepção calorosa da crítica e dos fãs. Ao vivo, as faixas do disco se revelaram matadoras. Os paulistanos puderam comprovar.
O disco foi ganhador de dois prêmios na festa do Grammy em fevereiro, ambos nas categorias referentes a “rock alternativo”, que parece ser a única maneira em que a indústria fonográfica americana consegue inserir o experimentalismo descarado do trabalho de St. Vincent.
Mas quem acompanha os sempre interessantes álbuns de Anne Erin Clark, essa cantora e compositora de 42 anos, já conhece bem sua capacidade de criar variações sonoras a cada novo punhado de canções que leva ao estúdio. Mas, no fundo, St. Vincent é rock. Cerebral, ousado e com pegada forte. Isso fica claro no show, onde as músicas mais recentes conversam em harmonia com o material mais antigo de uma carreira que começou em 2003.
“Broken Man”, “Flea” e “Big Time Nothing”, extraídas do último álbum, uma melhor do que a outra, ganham no palco uma característica marcante da cantora. Ela apresenta um gestual no qual coloca seu corpo em movimentos requebrados e um tanto esquisitos.
Suas “danças” fazem os registros de seus shows viralizarem na internet. No Popload, ela caprichou. Muita gente aposta numa influência cênica de David Byrne, seu guru criativo a ponto de a dupla ter lançado um álbum em 2012, “Love This Giant”.
Essa preocupação visual passa a impressão de que um show para St. Vincent é uma questão intelectual, conceitual, muito mais do que uma experiência na qual ela deixe a emoção levá-la a experiências novas a cada apresentação.
Mas o público no Ibirapuera viu que existe uma fúria roqueira querendo sair dessa coreografia ensaiada. Várias vezes ela se rendeu à resposta entusiasmada dos fãs, dando vazão a uma performance mais furiosa. Chegou a descer até o público, ficando equilibrada sobre os ombros das pessoas até cair e ser carregada pela multidão de volta ao palco. E aí fica claro o magnetismo de St. Vincent diante de sua plateia.

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