MORADIA
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Estudo de organização social tem como base dados de imóveis à venda nas maiores favelas do Brasil e a remuneração média de uma mulher negra no país
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No Brasil, as mulheres negras podem levar até sete gerações, ou 184 anos, para realizarem o sonho da casa própria em uma favela no país.
Esse e outros dados, que revelam como a desigualdade de gênero e a falta de infraestrutura urbana impactam as mulheres e populações vulnerabilizadas, fazem parte do estudo “Sem moradia digna, não há justiça de gênero”, organizado pela ONG Habitat para a Humanidade Brasil.
De acordo com a pesquisa, mais de 62% dos lares em situação de déficit habitacional são chefiados por mulheres. Ao todo, o déficit atingiu 6,2 milhões de domicílios em 2022, segundo a Fundação João Pinheiro.
Nestas moradias, as pessoas precisam escolher se destinam a renda para comer ou pagar o aluguel no fim do mês ou, em alguns casos, precisam morar de favor ou em domicílios improvisados por não terem acesso à moradia acessível.
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O estudo aponta para a necessidade de investimentos na produção de novas moradias, destinação e requalificação de imóveis públicos para fins de interesse social, regularização fundiária e urbanização de favelas e comunidades urbanas.
“Ter o básico precisa ser um direito desta geração, e não apenas da oitava geração daquelas que lutam hoje. Não há futuro sem dignidade no presente. E essa dignidade começa pela moradia digna”, afirma Raquel Ludermir, Gerente de Incidência Política da ONG Habitat para a Humanidade Brasil.
Dignidade começa pela moradia digna
Raquel Ludermir, Gerente de Incidência Política da ONG Habitat para a Humanidade Brasil
Para analisar como a crise habitacional afeta as mulheres negras, o estudo também considera as longas jornadas em trabalhos mal remunerados, a responsabilidade pelo cuidado não remunerado, a falta de acesso a serviços básicos e o ciclo de violência doméstica e familiar.
Metodologia

De acordo com o levantamento, casa em uma favela brasileira tem valor médio de quase R$ 70 mil – Fernando Frazão / Agência Brasil
O levantamento “Sem moradia digna, não há justiça de gênero” reúne informações coletadas ao longo de 5 anos.
Ele tem como base dados de imóveis à venda nas maiores favelas do Brasil, de acordo com o Censo 2021, e a remuneração média de uma mulher negra no país, segundo a Relação Anual de Informações Sociais de 2023.
De acordo com a relação, a remuneração média de uma mulher negra no Brasil é de R$2.745,76. O estudo leva em conta que os custos mensais com uma criança são estimados em 30% da renda, e o valor médio da cesta básica em janeiro de 2025 era de R$714,65, calculado com base no primeiro estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.
Considerando esses e outros custos básicos, como deslocamento para o trabalho e alimentação, uma mulher que não tenha lazer, imprevistos, doenças repentinas e conte com rede de apoio gratuita e vaga na escola para os filhos, sobram mensalmente R$31,62 para que ela aplique em uma poupança e compre uma casa em uma favela brasileira – com valor médio de quase R$ 70 mil.
“Sem moradia digna, as mulheres têm pagado um preço alto, que custa seu tempo de vida, sua saúde física e mental, a possibilidade de estudar, trabalhar, descansar e sonhar com um futuro melhor”, pontua Raquel Ludermir.
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